Publicado em: 21/06/2022
O Brasil possui
forte influência no comércio e na distribuição de produtos ao redor da América
Latina, e esse tipo de serviço, principalmente no Chile, vem crescendo
gradativamente. De acordo com dados de 2021 da Secretaria de Comércio Exterior
(Secex), do Ministério da Economia, as vendas brasileiras para o país vizinho
registraram um aumento de expressivos 81,8% em comparação ao mesmo período de
2020 e somaram US$ 6,99 bilhões.
Em 2018, para
favorecer ainda mais essa parceria entre os dois países, o governo federal
firmou o novo acordo de livre comércio Brasil-Chile, que entrou em vigência no
final de janeiro deste ano após ser aprovado pelo Congresso Nacional em
setembro de 2021. O acordo é o mais moderno já assinado pelo país com outros da
região, abrangendo temas como serviços, investimentos, compras governamentais,
indicações geográficas, barreiras sanitárias e fitossanitárias, simplificação
aduaneira e muito mais. O objetivo é facilitar trâmites aduaneiros das empresas
e agilizar os processos de exportação e de importação entre os países.
Para Danilo
Guedes, presidente da ABC Cargas, transportadora especializada no transporte
internacional e que realiza exportações para o Chile, este acordo agora em
vigor impulsionará o fluxo do comércio internacional de bens e de serviços.
Segundo ele, “Além disso, o acordo traz diversos benefícios para as empresas
que prestam esse tipo de serviço, como documentação simplificada e menos
barreiras técnicas e sanitárias, já que o documento prevê a criação de regras
que autorizam o uso de documentos digitais e muitos outros”.
Apesar de o
acordo estar em destaque atualmente, o registro acordado entre os países surgiu
em 1996 com a eliminação das tarifas de importação. Porém, esse mercado vem
crescendo gradativamente, e o Chile se tornou o quinto maior destino de produtos
brasileiros no ano passado, só perdendo para China, União Europeia, Estados
Unidos e Argentina. Essas mercadorias têm diferentes variações, que incluem
petróleo, automóveis, carne bovina e máquinas pesadas.
O novo acordo
possui termos modernizados e vem para causar impactos positivos no transporte
rodoviário de cargas entre os países, principalmente em um momento de falta de
containers para o uso marítimo. Para Danilo, essa medida trará novas
oportunidades de negócios para a indústria brasileira, que facilitará a
competitividade e igualará as empresas do país com os concorrentes chilenos.
“O transporte
rodoviário de cargas sofre muito com a burocratização e com a lentidão nas
fronteiras, e essa facilitação é algo que toda a cadeia logística, exportadores,
importadores e operadores logísticos esperavam para avançarem com negociações
de maiores serviços no país”, adiciona o empresário.
Em 2021, a ABC
Cargas teve um crescimento de 65% em relação ao ano de 2020 na realização de
operações no mercado internacional. Para esse ano, a empresa com sede em São
Bernardo do Campo tem planos de ampliar a estrutura no Chile. “Assumimos novos
contratos e novos volumes de negócios, que serão maiores no segundo semestre do
ano. Com esse novo acordo, entendemos que teremos muito mais agilidade no nosso
transporte, e isso será benéfico para o sucesso das operações”, finaliza
Guedes.
Sobre Danilo Guedes:
Danilo Guedes, presidente da ABC
Cargas. Formado em Gestão de Logística pela Fundação Armando Álvares Penteado
(FAAP) e MBA em Gestão Empresarial pela Fundação Instituto de Administração
(FIA). Especializou-se em Design Thinking, Administração e Negócios pela
Stanford University e participou do Advanced Management Program na IESE
Business School de Barcelona. Participa ativamente das entidades de classe do
setor e atualmente é vice-presidente de assuntos internacionais da Associação
Nacional do Transporte de Cargas e Logística (NTC&Logística) e diretor da
Associação Brasileira de Transportadores Internacionais (ABTI).
Fonte: Midia Truck Brasil / Foto: ABC
Cargas