Publicado em: 30/01/2023
A Agroindústria Brasileira ainda está vivendo um momento,
após o início do ano de 2022 com perspectivas nada promissoras no agronegócio,
começaremos o ano de 2023 com uma situação um pouco melhor.
Essa análise é do pesquisador do Centro de Agronegócio da
FGV – Fundação Getúlio Vargas, Felippe Serigati, que diante do quadro apontado
por esse índice de Produção Agroindustrial (PIMAgro), sendo um estudo realizado
por essa instituição para que consiga medir a evolução de curto prazos no
volume de produção física da agroindústria.
Esse Coordenador do Mestrado Profissional em Agronegócio
(MPAgro) da Escola de Economia de São Paulo da FGV, o Serigati, estimou que a
produção agroindustrial tenha um crescimento de cerca de 2% ainda este ano,
mesmo levando em conta o último levantamento, que apontou para uma evolução de
cerca de 0,7% até meados de agosto.
“A economia brasileira teve uma reação no segundo semestre
com fatores estruturais, como o recuo na disseminação do vírus da Covid-19 e a
abertura da economia, com pessoas podendo circular com a liberdade, o que
aqueceu o setor de serviços, que realmente gera empregos no país”, analisa ele.
“Combinando com fatores conjunturais, como o aumento do
auxílio Brasil, redução tributária de combustíveis e a ajuda a algumas
categorias, a exemplo dos caminhoneiros, isso deu um ganho de renda que se
refletiu no aumento da demanda para os produtos da agroindústria”, concluiu Serigati.
Segundo o estudo do FGV Agro, os produtores alimentícios e
as bebidas, foram os focos principais da ANUEFOOD Brazil – 4ª feira
Internacional Exclusiva para os setores de alimentos e bebidas, que acontecem
entre os dias 11 e 13 de abril deste ano de 2023 em São Paulo, terão ainda o
crescimento de mais de 2,5%. Serigati explica que para toda essa previsão
realmente acontecer, o crescimento desse segmento terá que ser ainda mais forte
no último trimestre do ano.
“Será necessária uma evolução de mais de 6% em relação aos
últimos três meses do ano passado em toda a agroindústria, enquanto para
produtos alimentícios e bebidas esse índice deve aumentar em cerca de 5%. Como
o quarto trimestre de 2021 foi muito fraco para esse setor, essas taxas de
crescimento, embora expressivas, ainda são razoáveis”, calculou ele.
O PIM Agro é ainda gerado a partir de alguns dados de
Pesquisa Industrial Mensal (PIM-PF) e do Instituto Brasileiro de Geografia e
Estatísticas (IBGE).
Fonte: NTC&Logística / Foto: Divulgação/CPG