Publicado em: 25/03/2022
O preço do
frete no Brasil, que já vinha sob pressão desde o ano passado, vive uma
"tempestade perfeita" neste início de 2022. O reajuste de quase 25%
no diesel aprovado este mês pela Petrobras, a guerra na Ucrânia e o aumento de
casos de Covid na China fizeram disparar os custos do transporte de cargas por
caminhões, navios na costa brasileira (cabotagem) e de produtos importados.
O impacto mais
imediato é sentido nas cargas rodoviárias, cujo custo de transporte pode subir
até 39%, afirmam empresas de logística. Na cabotagem, o preço do óleo
combustível de navegação (bunker) subiu 50% este ano.
No frete
internacional o impacto é ainda maior. Além da alta do petróleo, pesam para as
importações e exportações de longa distância um gargalo em portos de todo
mundo. A guerra na Ucrânia e os lockdowns impostos na China para conter surtos
de Covid provocaram congestionamentos em várias rotas.
Empresas e
consultores afirmam que será impossível não repassar a alta dos custos para o
consumidor final, mostra reportagem exclusiva para assinantes do GLOBO.
Fonte: Portos e
Navios / Foto: Divulgação/Portos e Navios