Publicado em: 07/02/2022
A
evolução no transporte de cargas vem sendo pauta fundamental do mercado e
preocupação recorrente das principais empresas do setor no Brasil. Manter a
segurança na malha rodoviária nacional, que possui uma extensão de 75,8 mil
quilômetros, segundo os dados mais recentes do Ministério da Infraestrutura, de
2019, tornou-se um desafio superado pela tecnologia.
Uma das ferramentas mais
importantes para diminuir os riscos do transporte de mercadorias é o
rastreamento. E entre as diversas modalidades, a comunicação via satélite ganha
destaque em um momento em que a retomada do segmento dá seus primeiros sinais
De
acordo com o Índice de Movimentação de Cargas do Brasil, publicado pela AT&M,
o setor de transporte de cargas no país apresentou alta de 38% no primeiro
quadrimestre do ano passado, na comparação com o mesmo período de 2020. Esse
percentual aponta para um salto de R$ 2,1 trilhões em movimentações registradas
em 2020, para R$ 3 trilhões entre janeiro e abril de 2021.
A criação de postos de
trabalho acompanha as estatísticas. Dados do Caged (Cadastro Geral de
Empregados e Desempregados) demonstram a formação de 62 mil postos formais no
acumulado até julho de 2021, no segmento rodoviário de carga. Esses números
ganharam destaque no Radar CNT do Transporte, publicado em agosto. Diante
do cenário, surge a necessidade do aprimoramento tecnológico e investimento das
empresas na segurança das cargas, margeando o processo de retomada.
No rastreamento, entre os
principais serviços está o sinal GSM/GPRS (General Packet Radio Service), que
trabalha com comunicação via celular, e o GPS (Global Positioning System), via
satélite. Na parte embarcada no caminhão, o rastreador instalado se comunica
com um modem, que, por sua vez, está ligado à rede de satélites. Na falta de
sinal GPRS, por exemplo, o modem mantém esse contato entre o veículo e as
centrais de monitoramento, ou seja, a área de cobertura se expande.
Por
conta de sua eficiência, os rastreadores com GPS saem na frente. Para Manoel
Eci Ferreira Junior, gerente executivo de engenharia da Omnilink, empresa de
soluções de inteligência embarcada para localização de veículos de transporte e
gestão de risco de cargas, as vantagens são estratégicas. “Com a
tecnologia por satélite o transportador ganha velocidade na taxa de comunicação
e a possibilidade de transferência de mais dados do que em sistemas passados. O
tempo de resposta e a maior cobertura são fatores muito importantes nessa área”.
“As empresas voltaram a
produzir e precisam transportar. Isso impactou diretamente no nosso negócio e
percebemos uma procura maior no que tange aos rastreadores, observada a
necessidade de melhor gestão e eficiência”, afirma Fabricio Fatuch, diretor de
vendas e marketing da Omnilink.
Segundo o executivo, no
acumulado do ano até outubro de 2021 as vendas de rastreadores – Omniturbo
(dupla rede de celular e comunicação via satélite) e Omnidual (dupla rede de
celular) cresceram 26% na comparação com o mesmo período de 2020. “Mesmo com a
dificuldade na compra de chips, que afeta o mercado nacional como um todo,
conseguimos esse resultado”, completa.
Fonte:
Bem Paraná