Publicado em: 18/04/2023
Por
proposição do deputado Arilson Chiorato (PT), coordenador da Frente Parlamentar
Estatais e das Empresas Públicas, foi realizada nesta segunda-feira (17), no
Plenário Deputado Waldemar Daros, a audiência pública sobre a privatização da
Copel e os impactos na economia do estado do Paraná.
Estavam
presentes as deputadas Luciana Rafagnin (PT) e Ana Júlia (PT) e os deputados
Professor Lemos (PT), Requião Filho (PT), Goura (PDT), Doutor Antenor (PT) e
Renato Freitas (PT), além dos deputados federais Tadeu Veneri (PT) e Elton
Welter (PT).
Segundo o
deputado Chiorato, “essa audiência é para ouvir a sociedade paranaense, coisa
que o Governo do Estado não fez quando enviou o projeto para cá e também arguir
a Copel sobre algumas irregularidades que chegam até nós, então a gente
pretende discutir isso e buscar preservar a empresa mais robusta que o nosso
estado tem hoje”.
O
ex-governador e ex-senador Roberto Requião participou da reunião e declarou que
“o mundo sabe que a energia elétrica é o principal insumo do desenvolvimento,
por isso manter a Copel é decisão estratégica”.
O deputado
Goura (PDT) afirmou que “o que está em jogo é o modelo de estado, o modelo da
coisa pública, se esse patrimônio serve para a população ou para interesse de
alguns poucos”.
O deputado
Professor Lemos declarou que “depois de muitas lutas a Copel ficou nas mãos do
povo paranaense e ela dá lucro, então não faz sentido entregar para a
iniciativa privada. Energia elétrica não é luxo, ela é um bem que precisa
chegar a toda população porque energia é um direito humano”.
A deputada
Luciana Rafagnin afirmou que “a Copel é uma empresa estatal que também a sua
função social como a tarifa social de energia e programas de apoio à
agricultura familiar. Se vendermos o Copel, nós sabemos pelo histórico das
privatizações que o Estado perde o controle das tarifas e acabam os programas
sociais, além de perdermos nossa soberania em um setor estratégico”.
O deputado
Doutor Antenor disse que “a nossa luta sempre foi contrária a privatização e
nossa militância é sempre de engajar a luta para divulgar todo dia os nossos
interesses pelas questões sociais e pela não privatização “.
Já a
deputada Ana Júlia explicou “que o processo que para privatização é promover
propositalmente a quebra da empresa por dentro e causam um adoecimento mental
nos seus funcionários, esvaziam as funções, terceirizam as tarefas e apresentam
um discurso raso dizendo que a empresa já não é mais lucrativa”.
O deputado
Renato Freitas disse “que se estabelece uma empresa estatal pelo seu valor
estratégico e uma privatização é sempre uma solução dada por àqueles mesmos que
criaram o problema e depois querem empurrar a privatização como uma solução
para todos os problemas”.
O deputado
Requião Filho (PT) declarou que “é preciso explicar para todos os segmentos da
sociedade a importância de manter a Copel e não privatizá-la. Explicar para o
Agro que a Copel privada aumentará os custos de produção, explicar para a
indústria que a energia cara aumentará os custos de produção, explicar para os
empresários que o a energia cara irá comer o seu lucro. Ou explicamos para todos
os paranaenses a importância desta empresa pública ou ficaremos falando apenas
para nós mesmos”.
O presidente
do Sindicato dos Engenheiros do Paraná, Leandro Grassmann, afirmou que “a Copel
hoje é a empresa que tem a menor tarifa entre todas as empresas concessionárias
de energia. Uma empresa só faz investimento onde tem retorno, chamado de
investimento prudente que são os investimentos reconhecidos pela ANEEL,
portanto são transferidos para a tarifa”.
Ao final da
audiência pública os dirigentes dos partidos, sindicatos de trabalhadores,
representantes da Federação do Comércio, Federação dos Trabalhadores Rurais e
Agricultores Familiares, Sindicato dos Engenheiros e Movimentos Sem Terra e Sem
Teto, assim com representantes de estudantes ouviram a leitura da Carta
Manifesto apoiada por todos os presentes contra a privatização da Copel.
Fonte: Alep/
Foto: Valdir Amaral