Publicado em: 16/03/2023
O deputado federal Dilceu Sperafico, do Progressistas,
afirma que a última semana foi de muito trabalho no Congresso Nacional e nas
atividades que participou, o período também foi muito importante para o
agronegócio e o municipalismo, que estão entre suas principais bandeiras de
lutas no 7º mandato na Câmara dos Deputados.
Na terça-feira, dia sete de março, Sperafico participou da
reunião de instalação e posse da nova coordenação da Frente Parlamentar da
Agricultura, que funciona em nível de Congresso Nacional, contando com participação
de mais de 300 deputados federais e senadores de diversos Estados e agremiações
partidárias, mas todos comprometidos com a defesa dos anseios e necessidades da
agropecuária nacional.
Ele foi um dos fundadores do colegiado, há cerca de 20 anos,
como defensor do agronegócio e em 2005 assumiu a sua presidência, quando era
integrada por 114 deputados federais e 12 senadores, de diversos Estados e
partidos, como 1º político do Paraná a ocupar o cargo, com mandato de um ano.
Hoje o colegiado é presidido pelo deputado federal Pedro Lupion, também do
Progressistas do Paraná, contando com o apoio dos setores industriais e
comerciais, através de suas entidades, pois o agronegócio representa a base da
economia estadual e nacional.
Na defesa do agronegócio e do municipalismo, entre 1999 e
2000, Sperafico também já havia presidido a Comissão de Agricultura da Câmara
dos Deputados, depois de haver sido vice-presidente, da qual continua membro
titular, a exemplo de diversas outras comissões permanentes e especiais, neste
7º mandato.
Entre 2007 e 2009, Sperafico foi ainda coordenador da
Bancada Federal do Paraná, composta de 30 deputados federais e três senadores,
de diversas agremiações partidárias, com as tarefas e responsabilidades de
defender os interesses e reivindicações do Estado no Congresso Nacional e junto
ao Governo Federal.
Nesta condição, na quarta-feira, dia oito de março,
Sperafico participou de encontro da Bancada Federal do Paraná com o ministro
dos Transportes, Renan Júnior, para tratar de diversos assuntos ligados às
rodovias federais do Estado, pois a situação de estradas é crítica devido ao
deslizamento de encostas e interdição de trechos da BR-277 no trecho entre
Curitiba e o Porto de Paranaguá, com prejuízos muito grandes para os produtores
rurais, cooperativas, transportadores e exportadores.
Na BR-277 a situação se prolonga há meses com interdição
total, parcial e/ou temporária de alguns trechos em determinados períodos, com
transito restrito a duas pistas na descida da Serra do Mar, atrasando o
percursos de caminhões carregados de grãos e derivados, o que resulta em
prejuízos milionários para o agronegócio e a economia do Estado e do País. As
perdas incluem o atraso e aumento do custo do transporte e entrega dos grãos de
soja e milho, até em multas milionárias para o agronegócio pela manutenção de
navios atracados no Porto de Paranaguá e/ou no mar à espera de cargas retidas
na estrada de acesso.
A alternativa seria a BR-376, que liga o Paraná a Santa
Catarina, mas o percurso até o Porto de Paranaguá incluiria o uso de
ferry boat entre as cidades de Guaratiba e Matinhos no litoral do Estado, com
extensas filas de caminhões e elevados custos com combustíveis e manutenção de
veículos, exigindo a busca imediata de alternativas para a retomada das concessões
de manutenção e melhoria das rodovias federais, o que ainda depende de
negociações e entendimentos entre os Governos Federal e do Estado, para que se
defina valores de pedágios aceitáveis.
“De nossa parte, como representante do agronegócio do Oeste
do Paraná, tratamos também da conclusão da duplicação da rodovia BR-163 entre
Toledo e Marechal Rondon e obtivemos o compromisso da conclusão das obras nos
quatro quilômetros de restam a curso prazo, beneficiando a economia e a
movimentação de pessoas e cargas na região, o que inclui o transporte de grãos
do Centro-Oeste para o Porto de Paranaguá”, afirma Sperafico.
Já a conclusão de recuperação e melhoria do trecho entre
Marechal Cândido Rondon e Guaíra, das quais também depende a movimentação de
cargas para exportação e pessoas da região, segundo ele, ainda necessitará da
liberação de recursos federais e para isso talvez sejam importantes novas
reuniões com o ministro Renan Filho e dirigentes do Ministério dos Transporte,
como acontece com a polêmica questão dos pedágios das rodovias do Anel de
Integração e novos trechos de estradas estaduais.
“O que esperamos é que com a mobilização da representação
parlamentar do Paraná, especialmente dos defensores do agronegócio e do
municipalismo, consigamos, no menor prazo possível, a retomada de
negociações, discussões de propostas e definição de modelo que atendam as
necessidades da agropecuária, que é a base da economia da região, do Estado e
do País, dos transportadores, da indústria e dos setores econômicos do Paraná,
para se hajam novas concessões e as estradas sejam conservadas e melhoradas
como necessitamos”, finaliza Sperafico.
Fonte: Gazeta de Toledo / Foto: Divulgação/Gazeta de Toledo