Publicado em: 30/09/2022
Levantamento divulgado pela Confederação Nacional da
Indústria (CNI) mostra que, mesmo avançando três posições no Índice Global de
Inovação (IGI), na comparação com 2021, o Brasil continuou, este ano,
registrando queda nos investimentos aplicados nas áreas de inovação. “A posição
brasileira está sete casas abaixo da melhor marca atingida, que foi o 47º lugar
em 2011”, revela a CNI.
Segundo o estudo, fruto de parceria com a Organização
Mundial de Propriedade Intelectual, o Brasil ocupa atualmente o 54º lugar em
um ranking com 132 países. Na avaliação da entidade, essa melhora na
classificação “não significa que o país esteja bem na agenda de inovação, uma
vez que os investimentos na área têm caído a cada ano”.
O IGI 2022 foi calculado com base na média de dois
subíndices: um é relativo a insumos de inovação e avalia “elementos da economia
que viabilizam e facilitam o desenvolvimento de atividades inovadoras”. Esse
índice abrange pilares relativos a instituições; capital humano; pesquisa;
infraestrutura; sofisticação do mercado; e sofisticação empresarial.
CNI
“Embora o Brasil tenha caído no ranking de
‘insumos de inovação’, tendo piorado duas posições (de 56º, em 2021, para 58º
em 2022), o país subiu seis posições no ranking de resultados de
inovação (59º para 53º), o que explica a melhora no ranking geral”,
diz a CNI.
Para a diretora de Inovação da entidade, Gianna Sagazio,
isso quer dizer que, em termos de investimento em inovação, o Brasil piorou.
“Entretanto, é como se os agentes do ecossistema brasileiro tivessem feito mais
com menos e obtido melhores resultados em inovação, apesar da queda nos
insumos/investimento".
Gianna explica que essa melhora demonstra que, mesmo em meio
a “dificuldades estruturais do ecossistema de inovação no Brasil”, as empresas
têm se saído melhor do que o esperado, o que atesta a capacidade das empresas
brasileiras.
“Se houvesse investimentos perenes em inovação, o que não
acontece, o Brasil poderia ser uma potência em inovação”, complementa.
De acordo com o levantamento, os dez países mais bem colocados no índice são:
Suíça, Estados Unidos, Suécia, Reino Unido, Holanda, Coreia do Sul, Singapura,
Alemanha, Finlândia e Dinamarca.
Fonte: Investing.com / Foto: Reuters