Publicado em: 29/03/2023
A colheita
de soja da safra 2022/23 do Paraná atingiu até a última segunda-feira 77% das
áreas do Estado, alta de 17 pontos percentuais na comparação com o índice da
semana passada, de acordo com dados do Departamento de Economia Rural (Deral),
publicados nesta terça-feira.
Apesar do
avanço, a colheita no segundo produtor brasileiro de soja segue atrasada na
comparação com safras passadas, por fatores climáticos.
Para o
especialista do Deral Edmar Gervásio, o avanço dos trabalhos na última semana
ajudou a reduzir o atraso.
“Hoje
podemos dizer que está muito próximo à normalidade. Como ainda estamos com
janela de colheita (clima favorável), possivelmente semana que vem caminha-se
para o final a colheita da soja”, disse Gervásio.
Já o plantio
de milho segunda safra, semeado após a colheita da soja, avançou para 93% da
área projetada, alta semanal de 16 pontos percentuais.
Da mesma
forma que na colheita de soja, o plantio de milho também está atrasado no
Estado. Em safras passadas, a semeadura estava praticamente finalizada nesta
época.
O atraso
pode elevar riscos climáticos, se as chuvas ficarem mais escassas durante o
outubro, prejudicando o desenvolvimento das lavouras.
Por isso,
parte das áreas ainda não semeadas deverá receber o trigo na segunda safra,
reduzindo a área de 2,637 milhões de hectares inicialmente projetada para a
cultura do milho.
“Deve
ocorrer a migração para o trigo da maioria da área não plantada com milho…
comparado à estimativa inicial, os relatos de campo indicam uma redução razoável
(no milho)”, disse Gervásio.
Considerando
o percentual de plantio, o Estado já semeou mais de 2,4 milhões de hectares de
milho. No ano passado, a área com a segunda safra do cereal ficou em 2,72
milhões de hectares.
A avaliação
confirma expectativa do Deral do início de março, de que o trigo poderia ganhar
algum espaço do milho em 2022/23.
Fonte:
IstoÉ/ Foto: Canva