A comissão especial de parlamentares
do Paraná se reuniu pela primeira vez, nesta quarta-feira (22), para debater em
Brasília (DF) o novo modelo de pedágio no estado, que continua indefinido.
O encontro foi na
Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), junto ao diretor-geral Renan
Vitalle e técnicos do órgão federal. O objetivo, segundo o grupo, foi discutir
o modelo econômico do pedágio, para que ofereça tarifa barata e, ao mesmo
tempo, tenha garantia de obras.
Representando o Paraná
estavam, além dos membros da comissão especial, os deputados estaduais Arilson
Chiorato (PT) e Luiz Claudio
Romanelli (PSD).
A reunião na agência é
considerada importante porque o órgão federal é o responsável por lançar o
edital de licitação das rodovias federais. O modelo em debate prevê mais de 100
quilômetros de duplicações, além da construção de contornos e viadutos.
Manutenção das estradas enquanto não há pedágio
Após o encontro na ANTT,
o grupo teve reunião com o ministro dos transportes, Renan Filho, para
solicitar o apoio do Governo Federal na manutenção das BRs do estado enquanto
um novo modelo de pedágio não entra em vigor. Prefeitos do litoral do estado
participaram da reunião.
O fim das concessões
O Paraná está sem pedágio nas rodovias do antigo Anel de
Integração desde novembro de 2021.
Depois do fim das antigas concessões, que durante 24 anos
deixaram o estado com a tarifa mais alta do país, a manutenção das estradas
ficou de responsabilidade do poder público. Em muitas rodovias federais,
buracos deixam a viagem arriscada e perigosa.
A demora para a formalização de um novo modelo, além da
situação das estradas, tem preocupado o setor produtivo. A incerteza aumenta,
também, no momento em que o Paraná vai colher quase 25 milhões de toneladas de
grãos, a maior safra da história.
Fonte: Paraná
RPC/ Foto: Divulgação