Publicado em: 23/03/2023

A comissão especial de parlamentares do Paraná se reuniu pela primeira vez, nesta quarta-feira (22), para debater em Brasília (DF) o novo modelo de pedágio no estado, que continua indefinido.
O encontro foi na Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), junto ao diretor-geral Renan Vitalle e técnicos do órgão federal. O objetivo, segundo o grupo, foi discutir o modelo econômico do pedágio, para que ofereça tarifa barata e, ao mesmo tempo, tenha garantia de obras.
Representando o Paraná estavam, além dos membros da comissão especial, os deputados estaduais Arilson Chiorato (PT) e Luiz Claudio Romanelli (PSD).
A reunião na agência é considerada importante porque o órgão federal é o responsável por lançar o edital de licitação das rodovias federais. O modelo em debate prevê mais de 100 quilômetros de duplicações, além da construção de contornos e viadutos.
 

Manutenção das estradas enquanto não há pedágio

Após o encontro na ANTT, o grupo teve reunião com o ministro dos transportes, Renan Filho, para solicitar o apoio do Governo Federal na manutenção das BRs do estado enquanto um novo modelo de pedágio não entra em vigor. Prefeitos do litoral do estado participaram da reunião.
Segundo o deputado estadual Arilson Chiorato, além do anuncio recente do Ministério dos Transportes de R$ 439 milhões para a manutenção das estradas federais, houve um novo anuncio nesta quarta (22) de mais R$ 284 milhões para construções e reparos nas estradas.
O parlamentar, presidente do PT no Paraná, afirmou que do total de recursos anunciados, R$ 250 milhões estão empenhados para execução dos serviços.
Em entrevista à RPC na segunda-feira (20), o governador Ratinho Junior disse que enquanto não houver pedágio, o Governo Federal só deve realizar manutenções corretivas.
 

O fim das concessões

O Paraná está sem pedágio nas rodovias do antigo Anel de Integração desde novembro de 2021.
Depois do fim das antigas concessões, que durante 24 anos deixaram o estado com a tarifa mais alta do país, a manutenção das estradas ficou de responsabilidade do poder público. Em muitas rodovias federais, buracos deixam a viagem arriscada e perigosa.
A demora para a formalização de um novo modelo, além da situação das estradas, tem preocupado o setor produtivo. A incerteza aumenta, também, no momento em que o Paraná vai colher quase 25 milhões de toneladas de grãos, a maior safra da história.

Fonte: Paraná RPC/ Foto: Divulgação

Comissão especial formada por deputados paranaenses faz primeira reunião em Brasília para debater novo modelo de pedágio