Publicado em: 29/06/2022
Sempre alegando a busca de maior aderência dos preços do mercado doméstico, no curto prazo, ao mercado internacional, bem como a melhora da sua competitividade, a Petrobras, que praticamente detém o monopólio do refino de petróleo brasileiro, anunciou, em 17 de junho de 2022 mais um reajuste para o diesel, o quarto do ano.
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Observa-se que
o setor empresarial do transporte rodoviário de
carga, em sua grande maioria, compra o combustível diretamente das
distribuidoras através de contratos firmados. Nesse caso, os repasses têm como
base os reajustes nas refinarias.
Levando-se em
consideração que os dois primeiros reajustes do ano já devem ter sido
repassados, verifica-se que o acumulado dos últimos dois aumentos atinge
em 24,4% (14,26%
sobre 8,87%) os transportadores rodoviários de carga e os impacta em 8,5% (35%
em média sobre% 24,4%).
Além dos
aumentos do diesel que o setor enfrenta, no mês de junho, o segundo maior custo
do TRC também aumentou após o dissídio da categoria. O reajuste salarial
médio ficou em 12,0% e, como este custo representa em média 20%, o seu impacto
no setor ficou em torno dos 2,4% (20% sobre 12,0%).
Assim, sem considerarmos a subida dos demais de custos, como o dos veículos, pneus, manutenção etc., esses dois representam para o TRC um crescimento de 10,9% para o TRC.
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Para um setor
em que, em condições normais de mercado, o lucro gira na casa de 5,0%, não há
mais a possibilidade do setor absorver este impacto sem repassá-los.
Mais uma vez,
alertamos aos transportadores e aos embarcadores que acertem o mais rápido
possível o repasse destes valores que, infelizmente, são muitos e altos, para
que seja mantido o equilíbrio do mercado do transporte rodoviário de
carga.
Brasília, 28 de
junho de 2022
Associação Nacional do Transporte de Cargas e Logística – NTC&Logística
Fonte:
NTC&Logística