Publicado em: 24/02/2022
Os empresários paranaenses estão confiantes com a retomada
econômica em 2022. Segundo a Pesquisa de Opinião da Federação do Comércio de
Bens, Serviços e Turismo do Paraná (Fecomércio PR), relativa ao 1º primeiro
semestre, 65,9% dos empreendedores paranaenses entrevistados possuem
expectativas positivas para estes primeiros meses do ano. É a terceira ala
semestral consecutiva da confiança do empresário do comércio de bens, serviços
e turismo.
Esta também é a maior projeção otimista de vendas desde o início
da pandemia, quase chegando ao Índice de confiança anterior à crise sanitária e
até superando o registrado durante a crise econômica de 2015 a 2016
A pesquisa da Fecomércio PR mostra ainda que 16,9% dos
empresários do estado possuem expectativas desfavoráveis para o 1º semestre e
13,8% ainda não têm opinião formada.
Os varejistas e os prestadores são os mais otimistas, com
66,7% de respostas favoráveis em ambos os setores. Já entre os gestores de
empresas do segmento turístico, a parcela de opiniões favoráveis é de 62,5%,
superior aos 46,9% registrados no 2º semestre de 2021.
Expectativas por regiões
Os empresários da região de Ponta Grossa são os mais
otimistas, com 76,7%, ante 71% no semestre passado. Em Londrina, 70,4% dos
empreendedores estão confiantes para este semestre. Na sequência, vem Curitiba
e RM (67,5%), Maringá (63,9%), Oeste (61,9%) e Sudoeste (42,9%).
Investimentos
Dentre os entrevistados, 44,4% afirmam que pretendem fazer
novos investimentos neste semestre. Na edição anterior da pesquisa, relativa ao
2º semestre de 2021, apenas 37% dos empresários planejavam investir em sua
empresa. Neste semestre, as principais áreas beneficiadas pelos investimentos
devem ser propaganda e marketing (39,6%), reforma e modernização das
instalações (35,6%), máquinas e equipamentos (28,7%), nova linha de produtos ou
serviços (27,7%), informática e internet (21,8%) e capacitação da equipe
(20,8%).
Na comparação com o semestre anterior, observa-se um
incremento nos investimentos em novos pontos de vendas (4,2 p.p.), logística
(4,1 p.p.), reformas e modernizações (3,8 p.p.), vitrinismo (3,6 p.p.),
atendimento pósvenda (3,6 p.p.), estoque (3,5 p.p.), entre outros.
Quadro funcional
A maioria dos empresários, 41,6%, pretende manter o quadro
funcional, enquanto 37,8% afirmam que ampliarão o número de empregados neste
semestre, o mais alto de toda série histórica da pesquisa.
Na segmentação por regiões, o Sudoeste possui, ao mesmo
tempo, a maior projeção de contratações (42,9%) e de demissões (21,4%). A
região de Ponta Grossa tem o mesmo percentual de intenções de admissões e de
manutenção do quadro funcional, com 41,9% cada.
Em Curitiba e Região Metropolitana, 38,5% das empresas
planejam contratar, enquanto em Londrina 37% também aumentarão o número de
funcionários. No mesmo patamar, com 33,3%, os estabelecimentos de Maringá e da
região Oeste farão novas contratações.
Principais dificuldades
As duas dificuldades mais citadas pelos empresários
continuam sendo as mesmas do semestre anterior: instabilidade econômica e
custos das mercadorias, com 64,7% e 56,3% de menções, respectivamente.
Entretanto, outras preocupações passaram a ganhar mais peso
neste semestre, entre elas a carga tributária elevada, que passou de 29% das menções
no 2º semestre de 2021 para 40,9%, e a falta de mão de obra qualificada, que
praticamente dobrou, saindo de 12,3% para 24,7% neste 1º semestre.
Impactos da Covid-19
A pandemia continua exercendo forte impacto na atividade
comercial: 70% das empresas ainda sofrem com redução de faturamento, ante 74,5%
no 2º semestre de 2021. Na maioria dos casos, 51,5%, os prejuízos correspondem
em diminuição de até metade das receitas.
Fonte: O Presente / Foto: Ari Dias/AENPR