Publicado em: 24/05/2022

Hoje, 75% do transporte de mercadorias no Brasil é feito por meio terrestre – estradas e rodovias. Os dados são do Ministério da Infraestrutura, do governo federal, que mostram também que existem mais de 3,5 milhões de caminhões em circulação nos mais de 1.700.000 quilômetros de vias no território nacional.

Para garantir que todas as cargas cheguem de uma ponta do país, além dos caminhões, é necessário que cada veículo disponha de um conjunto acoplado nele. Trata-se dos implementos que servem para o transporte de cargas vivas, líquidas, perigosas, secas etc.

Junto do desafio de manter frotas atualizadas, com a manutenção em dia, autônomos e empresários do segmento encontram outro obstáculo: dificuldade em linhas de crédito para a aquisição dos implementos rodoviários. De acordo com a Associação Nacional dos Fabricantes de Implementos Rodoviários (Anfir), entre janeiro e março deste ano, foram emplacadas 35.986 unidades no país – entre reboques, semirreboques e carrocerias sobre chassis –, crescimento de 0,28% em relação ao mesmo período de 2021.

“Implementos rodoviários não são produtos comumente financiados por bancos, logo a disponibilidade de crédito é restrita e, muitas vezes, quando disponível, as taxas são maiores do que as praticadas para a compra dos caminhões”, explica Demerson Vieira, gerente comercial da Ademicon, maior administradora independente de consórcio do Brasil em créditos ativos.

Ganhando cada vez mais espaço por ser uma alternativa acessível e economicamente mais segura do que financiamentos em instituições bancárias, o consórcio de veículos com foco em implementos rodoviários virou um aliado para aqueles que precisam trocar ou expandir as frotas.

Segundo o especialista, a modalidade oferece cotas com valores alinhados às necessidades de empresas e trabalhadores autônomos que precisam investir neste tipo de produto, com linhas de créditos seguras, sem juros e com apenas uma taxa de administração. “No fim, isso faz com que o custo final seja muito menor, já que, diferente dos financiamentos, não existe a incidência dos juros”, comenta Demerson.

Como funciona

Assim como as modalidades de consórcio de imóveis e de bens e serviços, o de veículos com foco em implementos rodoviários funciona como uma poupança coletiva, em que os integrantes contribuem com um valor pré-determinado. A administradora de consórcios fica como responsável pela gestão dos interesses dos consorciados, além de zelar pela saúde financeira do grupo.

Na prática, quando o foco está em implementos, o que muda é o grupo que o consorciado participa. Na Ademicon, para esse tipo de segmento, os grupos são divididos de acordo com linhas de crédito mais altas, uma vez que os produtos novos custam a partir de R$ 200 mil.

“Uma das grandes vantagens da Ademicon é oferecer grupos compartilhados nos quais tanto rede como parceiros vendem e encontram viabilidade na formação rápida de grupos e bom volume de contemplações em períodos mais curtos”, finaliza o gerente comercial.



Fonte: G1 / Foto: Shutterstock

Consórcio para implemento rodoviário é opção para quem procura crédito acessível a baixo custo