Publicado em: 11/10/2022
A construção civil do Paraná já gerou 8,1 mil vagas de
emprego de janeiro a agosto de 2022, segundo dados do Cadastro Geral de
Empregados e Desempregados do Ministério do Trabalho e Previdência. O estado
gerou mais postos de trabalho do que o total do ano passado, quando 7,4 mil
vagas foram criadas. A contratação de mão de obra é um indicador importante do
setor.
O perfil dos municípios que mais geraram emprego neste ano
na construção civil mostra que o segmento é puxado pela construção residencial
em áreas de indústrias e serviços diversificados. Os maiores geradores de
emprego em todas as áreas econômicas até agosto foram Curitiba (35.591),
Londrina (5.433), São José dos Pinhais (5.329), Maringá (5.291), Cascavel (4.337),
Toledo (3.269), Araucária (3.196), Ponta Grossa (2.728), e Colombo (2.687).
Com mais obras e mais trabalhadores aumenta também a demanda
por fornecimento de serviços para as construtoras e incorporadoras do estado.
Um exemplo disto é a locação de equipamentos. A Versátil Andaimes e
Escoramentos, empresa líder de mercado no Paraná e em Santa Catarina, está
fabricando 800 toneladas de novos andaimes convencionais e sistemas de
escoramentos até o fim do ano para evitar a falta de material. “Nós antecipamos
os investimentos previstos para 2023 devido ao aquecimento da construção civil
em Santa Catarina. Nós já produzimos 400 toneladas de equipamentos no primeiro
semestre e vamos fabricar outras 400 toneladas até dezembro. Precisamos fazer
isso porque as nossas taxas de ocupação do andaime convencional e da escora
metálica estão em torno de 85%, acima da média histórica de 60%. Estes dados
sinalizam a escassez destes produtos no mercado”, afirmou Adriano Greca,
diretor de Operações da Versátil.
A empresa investiu ainda na criação de um segundo turno na
linha de pintura na fábrica em Colombo, na Região Metropolitana de Curitiba
(RMC). Com isso, a empresa dobrou a capacidade de manutenção e deu mais
agilidade aos processos de revisão de andaimes e escoras metálicas para
aumentar a rotatividade dos equipamentos e garantir ao construtor a
disponibilidade de material no momento em que a obra precisar.
Crescimento
de 9,5% no semestre
O Produto Interno Bruto (PIB) da construção civil no Brasil
cresceu 9,5% no primeiro semestre de 2022 em relação ao primeiro semestre do
ano passado. A informação foi divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia
e Estatística (IBGE) em setembro e confirma a retomada do setor depois da crise
de 2014 a 2019. O PIB do segmento em 2021 já registrou um crescimento de 9,7%.
A Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC)
alerta, porém, que a dificuldade de contratação de mão de obra já está presente
no setor devido a este aumento de atividade constante. Uma pesquisa da Comissão
de Política de Relações Trabalhistas (CPRT) da CBIC mostrou que cerca de 90%
das empresas brasileiras encontram dificuldade para contratação de pessoal,
contra 77% em outubro/2021. Segundo o levantamento, as áreas de maior escassez
profissional foram de pedreiros (82%) e carpinteiros (78,7%), bem como de
gestão de obra – mestre de obras (74,7%) e encarregado (70%).
Fonte: Portal Banda B / Foto: Divulgação