Publicado em: 02/05/2022
A defasagem
da gasolina em relação ao mercado
internacional voltou a subir no Brasil, após quase uma semana praticamente
estável, enquanto a do diesel subiu
ainda mais nesta sexta-feira (29).
Segundo a
Associação Brasileira dos Importadores de Combustíveis (Abicom), o diesel está com uma
defasagem de 27% na comparação com os preços praticados no Golfo do México,
enquanto o preço da gasolina registra 11% de diferença.
No 50º dia sem
aumento de ambos os combustíveis pela Petrobras, a estatal teria que aumentar o litro
do diesel em R$ 1,71 e o da gasolina em R$ 0,45, segundo a Abicom.
Tanto o petróleo como
o dólar, usados como base para o cálculo da defasagem, assim como os custos de
importação, têm registrado grande volatilidade nos últimos dias, mas permanecem
em níveis elevados.
A defasagem nos
portos usados como referência pela estatal (Itacoatiara, Itaqui, Suape, Santos
e Araucária) chegam a 29% para o diesel, enquanto no porto de Aratu, na Bahia,
onde funciona a Refinaria de Mataripe, controlada pela Acelen, essa diferença
cai para 20%.
A refinaria
privada tem feito reajustes quase todas as sexta-feiras, no final da tarde.
De acordo com a
Abicom, essa defasagem impede as importações, que vão depender das grandes
importadoras como Petrobras, Raízen, Vibra e Ipiranga.
O Brasil importa
25% do diesel consumido no mercado interno e cerca de 3% da gasolina.
A necessidade
de reajuste pela Petrobras, para evitar um desabastecimento no País, tem levado
o governo a estudar subsídios para os combustíveis neste ano eleitoral.
A ideia é pagar
a Petrobras para amenizar os aumentos no bolso do consumidor.
Fonte: CNN
Brasil / Foto: Getty Images