Publicado em: 08/11/2022
A sessão desta segunda-feira (07) da Assembleia Legislativa
foi marcada pela repercussão das manifestações de eleitores do presidente Jair
Bolsonaro (PL) que – inconformados com a vitória do ex-presidente Luiz Inácio
Lula da Silva (PT) no segundo turno das eleições presidências – vêm promovendo
bloqueios de rodovias e protestos em frente a quartéis das Forças Armadas no
Estado. A maioria dos deputados pediu o fim dos bloqueios e o reconhecimento do
resultado das eleições.
O primeiro a falar foi o presidente da Assembleia, deputado
Ademar Traiano (PSD), qe aproveitou a presença do senador eleito e ex-juiz
Sergio Moro (União Brasil), para defender o fim das manifestações. Traiano
lembrou que o mesmo sistema eletrônico de votação que deu a vitória a Lula
elegeu os deputados estaduais, federais e senadores, e que é a hora dos
manifestantes entenderem que “a eleição acabou”.
“Saímos de uma eleição em que os brasileiros decidiram pela
sua maioria pela escolha de um novo presidente da República. Da mesma forma,
pela escolha de seus representantes do Legislativo federal, Câmara, Senado e
Assembleia”, disse. “O que está em jogo nesse momento é a vida dos brasileiros.
Independente de quem está no poder, nós precisamos dar a possibilidade de que
faça um bom governo”, defendeu Traiano. “Nos preocupa muito os movimentos que
estão acontecendo pelo País”, afirmou.
“Quero quer que nós devemos sepultar isso. O processo
eleitoral acabou. As urnas espelharam a vontade da população brasileira. Todo e
qualquer questionamento de urnas seria estar na contramão dos votos que nós
mesmos, deputados estaduais, federais e senadores recebemos”, apontou o
presidente da Assembleia. “Precisamos tomar medidas necessárias para conter as
inflamações que estão acontecendo no País, que na nossa visão, não chegará a
lugar algum”, avaliou ele.
O primeiro-secretário da Assembleia, deputado Luiz Cláudio
Romanelli (PSB), apoiou a fala de Traiano. Nós fomos eleitos ou reeleitos.
Participamos de uma eleição onde o processo democrático foi respeitado. Nós não
aceitamos no Brasil golpe. Houve eleição. Os eleitos foram proclamados.
Bloqueios ilegais nas estradas não dá para aceitar”, afirmou Romanelli.
Demissões
Os deputados Ricardo Arruda (PL) e Homero Marchese (PROS),
foram os únicos a defender as manifestações. Marchese alegou que os atos são
“pacíficos” e criticou a postura do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), que
segundo ele, teria favorecido Lula.
O líder da bancada de oposição, deputado Arilson Chiorato
(PT), contestou Marchese. “Pedir intervenção militar, bloquear rodovia, colocar
fogo em pneu, não é prática pacífica”, criticou. O deputado Márcio Nunes (PSD),
afirmou que frigoríficos do interior do Estado já estariam demitindo
funcionários por não conseguirem transportar suas mercadorias em função dos
bloqueios de estradas.
Fonte: O Presente / Foto: Orlando Kissner/Alep