Publicado em: 26/07/2022
Os desafios do
setor portuário foi tema do Seminário Governança Portuária, realizados na
última sexta-feira, 22, reunindo lideranças nacionais do setor para debater os
desafios e perspectivas na gestão dos portos públicos brasileiros.
O evento
aconteceu no Hotel Bourbon, em Curitiba, sendo promovido pela Academia
Brasileira de Formação e Pesquisa (ABFP), com apoio institucional da Associação
Brasileira de Entidades Portuárias e Hidroviárias (ABEPH).
Foram
apresentados quatro painéis com a participação de profissionais renomado e do
Direito Judiciário brasileiro, incluindo ministros do STF, TST e TCU, entre
outros, além de uma palestra da Portos do Paraná com foco em modernidade e eficiência.
O governador
Carlos Massa Ratinho Júnior esteve participando da abertura do seminário e
destacou o papel dos portos do Paraná como exemplo nacional de gestão, competitividade
e planejamento.
Ratinho Júnior
salientou que a empresa pública Portos do Paraná conquistou, por três anos
consecutivos, o posto de melhor gestão portuária do País, ao receber em 2020,
2021 e 2022, o prêmio “Portos + Brasil”, do Governo Federal. A gestão e o
planejamento também fazem com que o Porto de Paranaguá bata recordes sucessivos
de movimentação.
“A boa gestão
dos portos paranaenses foi um compromisso que assumimos e faz parte do
planejamento estratégico do nosso Estado, com o objetivo de transformar o Paraná
na central logística do Brasil. Temos uma posição estratégica e um porto que é
importante para o desenvolvimento do País e ajuda a movimentar nossa economia,
principalmente com a movimentação de
grão”, disse o governador. “É a demonstração de que uma boa gestão e um bom
planejamento, que olha não apenas para o mar, mas também para obras em terra, é
possível ampliar a capacidade dos portos brasileiros”.
Dentro desse
planejamento, o porto também é estratégico para a consolidação do projeto da
Nova Ferroeste, estrada de Ferro que vai ligar Maracaju (MS) a Paranaguá, e do
futuro corredor bioceânico, idealizado para conectar o Atlântico ao Pacífico,
com a ligação entre os portos de Paranaguá e de Antofagasta, no Chile.
Para isso,
salientou Ratinho Júnior, o governo investe para aumentar a capacidade de movimentação
de cargas pelo terminal paranaense, com obras como a ampliação do Cais Leste,
também chamado de Moegão, para centralizar a movimentação de grãos que chegam
ao porto por ferrovia.
“Já estamos com
o edital da Nova Ferroeste na praça, com previsão de investimento de US$ 10
bilhões que deve tornar a ferrovia paranaense o maior corredor de grãos do
País, que vai movimentar 80 milhões de toneladas por ano”, afirmou Ratinho
Júnior.
“Dentro dessa
proposta, a construção do Moegão é estratégica, porque terá capacidade de
descarregar 900 vagões por dia, 180 por hora. Junto com a ampliação das
esteiras transportadoras, outro projeto que já está bem encaminhado, o Porto de
Paranaguá vai aumentar em 65% sua capacidade logística sem fazer a ampliação de
nenhum metro de berço”, salientou.
Seminário

O seminário
teve como objetivo debater os desafios e perspectivas para o setor, principalmente
com relação à regulação portuária, os entendimentos dos tribunais superiores –
Tribunal de Contas da União (TCU), Tribunal Superior do Trabalho (TST) e
Supremo Tribunal Federal (STF) – e os impactos da nova lei de improbidade
administrativa (Lei 14.230/2021).
A programação
contou com a participação de membros do judiciário e de gestores de infraestrutura
para discutir a logística e a regulação portuária, entre outros temas.
O presidente da
Portos do Paraná, Luiz Fernando Garcia, comentou sobre o evento. “A proposta é
difundir as ações portuárias do País, com foco principal na legislação. É a oportunidade
de trocar experiência entre especialistas do Brasil inteiro”, explicou Garcia.
Fonte: Folha do
Litoral / Fotos: Cláudio Neves