Publicado em: 07/06/2023
O salto de 1,9% do PIB (Produto Interno Bruto) brasileiro
no primeiro trimestre de 2023 foi uma surpresa para a maior parte do mercado, pois as
previsões giravam em torno dos 1,2%. Além disso, o indicador também colocou o
Brasil no topo do mundo. Entre as economias de 49 países, a nacional foi a
quarta que mais cresceu nesse período, . Os dados foram compilados pela agência
classificadora de risco Austin Rating.
As três primeiras posições foram ocupadas por: Hong Kong
(5,3%), Polônia (3,8%) e China (2,2%). Assim, o Brasil ficou à frente de outros
países desenvolvidos, como Portugal (6º lugar, com 1,6%), Estados Unidos (9º,
com 1,3%) e Canadá (15º, com 0,8%).
Por outro lado, vale lembrar que, como a nossa economia
produz menos em termos absolutos, é “mais fácil” o Brasil ter uma aceleração maior. Isso porque a base
de cálculo seria menor que a dos EUA, por exemplo, segundo economistas.
Luiz Alberto Melchert, economista e doutor em História
Econômica pela USP (Universidade de São Paulo), afirma que “mesmo que combalida
[enfraquecida], a economia do Brasil é grande demais para que essa regra se aplique
plenamente”.
“O que acontece é que, depois de uma série de maus
resultados, o denominador fica menor, daí os índices de crescimento podem
parecer surpreendentes”, disse ao R7.
Bom desempenho não
surpreende especialista
Para Melchert, o PIB brasileiro deste início de ano não
surpreende: “Tudo indicava para o início de um ciclo virtuoso para os próximos
anos”.
No entanto, ele acredita que o bom momento atual não se
manterá. Isso por causa da taxa de juros, atualmente fixada em 13,75% ao ano,
"Na verdade, esse ciclo, em parte oriundo da baixa taxa de juros anterior,
pode ser anulado pela altíssima taxa de juros", declarou.
Fonte: Notícias r7/ Foto: Canva