Publicado em: 11/10/2022
As conclusões do
primeiro turno eleitoral no Brasil para as candidaturas à presidência e a
outros cargos de governança projetou os rumos que alguns setores aguardavam,
como no caso das entidades do transporte rodoviário de cargas e sindicâncias
relacionadas.
Desde janeiro deste
ano, o setor do transporte rodoviário de cargas (TRC), apresentou um
crescimento exponencial com relação a outros apesar da oscilação econômica
frente à pandemia. Conforme dados divulgados pela Confederação Nacional do
Transporte, a partir de indicadores publicados pelo Instituto Brasileiro de
Geografia e Estatística (IBGE), o Produto Interno Bruto (PIB) de transportes
aumentou 13,1% comparado ao segundo trimestre de 2021.
Com a extrema
importância do TRC para o País, as entidades de classe manifestam a importância
de discutirem, junto aos atuais candidatos ao governo, as propostas e as
proeminências desses assuntos para o futuro da área com base nas apurações e no
balanço para o segundo turno das eleições.
Conforme avaliação
de José Alberto Panzan, diretor da Anacirema Transportes e presidente do
Sindicato das Empresas de Transporte de Cargas de Campinas e Região
(Sindicamp), "as demandas do setor têm sido discutidas constantemente nas
entidades sobre como serão colocadas em prática e sua viabilidade para que os associados
possam estar mais esclarecidos e para que possam votar de maneira mais
assertiva. Os sindicatos buscam junto aos candidatos de cada região apresentar
essas intenções, explicando, com conhecimento de causa, a sua importância, de
acordo com as informações divulgadas pela assessoria de comunicação do
Sindicamp.
A atuação política
das entidades do transporte para além do período eleitoral pode garantir a
estabilidade nas operações logísticas do transporte rodoviário de cargas. Em
reforço, Panzan complementa: "Defendo que temos que ser protagonistas, não
coadjuvantes. Desta forma, é importante que as lideranças das entidades de
classe tenham uma atuação permanente junto aos gestores públicos visando
solucionar suas demandas. Se realizarmos esse debate somente no período
eleitoral, não teremos sucesso nunca".
O reflexo econômico
com o resultado parcial das eleições repercute no setor de transporte uma
possibilidade de se mensurar as expectativas que afligem os representantes e
participantes dessas entidades de classe. "As principais demandas do setor
rodoviário de cargas hoje, a meu ver, são a manutenção da desoneração da folha
de pagamento, que contribui para a geração e conservação de empregos em nosso
setor; a necessidade de novas licitações para as concessões rodoviárias e não a
extensão dos contratos atuais, visando à diminuição dos valores de pedágio; e a
logística sem papel, simplificando o número de documentos e de papéis nas
operações do transporte", afirma o executivo.
Em suma, com o
resultado definitivo, ficarão mais visíveis os rumos que o setor de transporte
de cargas poderá tomar.
Fonte: Jornal do Comércio / Foto: BRENDAN
SMIALOWSKI/AFP/JC