Publicado em: 22/02/2023
Em 2022, foram registrados 2.610 pontos críticos nas
rodovias brasileiras – problemas na infraestrutura que interferem na fluidez
dos veículos, oferecendo riscos à segurança dos usuários. Dessa forma,
aumentando, de forma significativa, a possibilidade de acidentes e gerando custos adicionais ao transporte.
Esse quantitativo é 50% maior do que o identificado em 2021 (1.739
ocorrências). São problemas graves, que se multiplicam a cada ano e se
concentram, majoritariamente, em rodovias sob gestão pública.
A constatação faz parte da publicação Transporte
Rodoviário – Os Pontos Críticos nas Rodovias Brasileiras, da Confederação
Nacional do Transporte (CNT). O estudo, que traz a série histórica dos pontos
críticos identificados na Pesquisa CNT de Rodovias de 2012 a 2021, é
complementado por uma edição do Radar CNT do Transporte, com a atualização
dos dados relativos a 2022.
Os dados de ambas as publicações são disponibilizados também
no Painel CNT dos Pontos Críticos, apresentação dinâmica interativa de
informações acerca da localização, quantidade, tipo e densidade de pontos
críticos registrados nas rodovias federais e estaduais do país, bem como suas
condições de sinalização e fotos das ocorrências. É possível agrupar essas
informações por Unidade da Federação e por ano.
Resultados
A série histórica apresentada nas publicações evidencia o
panorama da degradação da malha rodoviária brasileira: em 2012, o usuário
encontrava, em média, um ponto crítico a cada 372,4 quilômetros percorridos; em
2022, passou a se deparar com uma ocorrência a cada 44 quilômetros. Ainda em
2022, Minas Gerais foi a Unidade da Federação que se destacou quanto a quedas
de barreira (123) e erosões na pista (182). Já o Pará teve o maior registro de
buracos grandes (291).
Em geral, as rodovias estaduais públicas destacaram-se negativamente
quanto à densidade de pontos críticos. Em 2021, por exemplo, se sobressaíram as
rodovias CE-183, PA-447 e MA-303, com, respectivamente, 4,83, 4,29 e 3,23
pontos críticos a cada 10 quilômetros pesquisados – sendo todos esses casos
trechos com ocorrências de buracos grandes.
“Além da série histórica, a CNT ainda apresenta, no estudo,
as características e causas do surgimento dos pontos críticos, bem como as
ações necessárias para solucioná-los, que contemplam medidas emergenciais a
serem adotadas quando surge um ponto crítico e orientações gerais de como
corrigi-lo.”
Para a resolução dos pontos críticos que se identificou em
2021, estimou-se a necessidade de investimento de R$ 1,81 bilhão. Seria preciso
destinar a maior parte às intervenções em segmentos com buracos grandes. Ou
seja, como os problemas perduraram e novas ocorrências surgiram, em 2022 o
montante aumentou para R$ 5,24 bilhões. O valor representa cerca de 28% de todo
o recurso destinado ao então Ministério da Infraestrutura – previsto na Lei
Orçamentária Anual (LOA) 2023.
Gerir assim como monitorar as rodovias, o que vai além da
conservação da infraestrutura, traz reflexos positivos para a sociedade. Isso
porque o investimento na prevenção ou na correção imediata de um problema, em
geral, é menor do que os custos gerados por ele para a sociedade.
“Nesse sentido, a Confederação defende que sejam
empreendidos maiores esforços na priorização dos investimentos na resolução dos
pontos críticos, diante de seus significativos impactos na fluidez do trânsito
e na segurança dos usuários.”
Acesse aqui o
relatório e o resumo da publicação Transporte Rodoviário – Os Pontos
Críticos nas Rodovias Brasileiras.
Veja aqui o Radar do Transporte – Pontos Críticos
2022 com a atualização dos principais dados de pontos críticos para
2022.
Acesse aqui o Painel CNT dos Pontos Críticos nas
Rodovias Brasileiras com os dados de pontos críticos apresentados de
forma dinâmica e interativa.
Fonte: Portal do Trânsito / Foto: Pesquisa CNT
de Rodovias 2022