Publicado em: 05/05/2023
O ministro
da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro, participou nesta quinta-feira (04) de
audiência pública na Comissão de Agricultura e Reforma Agrária (CRA) para falar
sobre os programas prioritários do Mapa para os próximos anos. A reunião contou também com a participação do
ministro do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar, Paulo Teixeira. Em
sua exposição, Fávaro pontuou algumas das prioridades do ministério que incluem
a formulação do novo Plano Safra 2023/2024 e a abertura de novos mercados de
exportação.
O ministro
destacou que nesses 120 dias de governo foram abertos 17 novos mercados de
exportação para o Brasil e lembrou que o país passou por uma crise mundial sem
que houvesse nenhum caso de gripe aviária, fato que demonstrou a capacidade
sanitária brasileira e gerou oportunidades de ampliação de mercados.
“Recebemos
uma carta do órgão de alfândega sanitária do governo Chinês que, além de desembarcar
e fazer novas habilitações, reconheceu nosso sistema de defesa, ressaltando a
transparência e a agilidade de nossas operações, Isso dá segurança aos compradores e nos abre a
possibilidade de discutirmos a revisão do protocolo de embargo a novos casos de
vaca louca”, afirmou.
Ele também
avaliou que o mercado está cada vez mais exigente e que ainda há uma crise de
imagem contra a agropecuária brasileira e esse é o grande
desafio. “A retórica é de que os produtores brasileiros não respeitam o
meio-ambiente que vão destruir a Amazônia e que não dão atenção à qualidade da
sustentabilidade, o que não é verdade. A imensa maioria dos produtores são ordeiros,
legalistas e cumprem o código florestal e as legislações trabalhistas”, disse.
Plano Safra
Diante desse
cenário, Carlos Fávaro considerou que o novo Plano Safra será inovador no
aspecto de combater essa retórica. Segundo ele, o Plano será ancorado no
programa ABC – Agricultura de Baixo Carbono, com a ideia de promover um sistema
de reconhecimento e premiação pelas boas práticas do agricultor, e não punitivo
e criador de obrigações.
“Estamos
planejando o Plano Safra com a ministra Marina Silva e o ministro Paulo
Teixeira. Vamos discutir as premiações que podem ser aumento de limites,
diminuição da taxa de juros e a ideia é ter de 70% a 80 % do Plano reconhecido
como agricultura de baixo carbono”, disse o ministro ao responder aos
questionamentos dos senadores que se mostraram preocupados com o impacto das
novas regras do Plano Safra.
Expectativas
Outro
assunto abordado por Fávaro foram as previsões para a agropecuária brasileira. Em sua análise, as
condições anteriores de tranquilidade e prosperidade, com preços de commodities
elevados, garantindo boa rentabilidade aos produtores, não terão continuidade.
Por essa razão, ele salientou que será preciso criar políticas públicas
efetivas e rápidas e aprovar medidas para garantir mais competitividade e
manter os produtores ativos.
“Não faremos
isso sozinhos. É muito importante a participação deste parlamento e em momento
de preços achatados qualquer benefício que venha para trazer mais
competitividade será fundamental”, afirmou.
Entre outros
assuntos levados pelos senadores e analisados pelo ministro Carlos Fávaro estão
a transferência de vinculação da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) do
Ministério da Agricultura (Mapa) para a pasta do Desenvolvimento Agrário e
Agricultura Familiar (MDA). Sobre isso, os ministros das duas pastas concordam
que o compartilhamento de atribuições seria uma boa medida. A questão da
melhoria da logística de escoamento e armazenagem da produção, a segurança no campo, a regularização fundiária
e também foram analisadas pelo ministro.
Fávaro
concluiu sua participação falando sobre a importância da aproximação com o
Congresso Nacional e reiterou a sugestão para realizar reuniões mensais para
ouvir as demandas dos parlamentares referentes a seus estados.
Ao encerrar
a audiência, a presidente da comissão, senadora Soraya Thronicke, convidou o
ministro Fávaro para uma reunião para tratar das indenizações
referentes à demarcação de terras indígenas e ressaltou a importância da
colaboração dos dois ministérios na análise e aprovação dos projetos que
tramitam na comissão.
Fonte: NTC&Logística/ Foto: Reprodução