Publicado em: 06/04/2023
Recursos
para investimentos no campo, trabalho de prevenção à gripe aviária, a abertura
de mercado para as proteínas animais no Exterior e infraestrutura foram os
assuntos tratados pela comitiva paranaense com o ministro da Agricultura e
Pecuária, Carlos Fávaro, nesta terça-feira (4), em Brasília. Participaram do
encontro a equipe Sistema Estadual de Agricultura (Seagri) e entidades
representativas do setor.
“A
tônica da conversa foi recursos para investimento, a custos que sejam
absorvidos pelo setor. Temos o entendimento de que o Brasil vai continuar
crescendo no agro, mas é preciso, dentro do espaço fiscal que o Brasil tem, que
não se descuide da boa política agrícola para a nova safra”, disse o secretário
estadual da Agricultura e do Abastecimento, Norberto Ortigara. “Foram
defendidas políticas agrícolas importantes para o futuro do setor”, afirmou.
A
comitiva falou sobre algumas dificuldades do meio rural, em especial no que diz
respeito à armazenagem. Foi apresentado ao ministro um levantamento acerca da
alta ocupação deste espaços no Paraná. “Fizemos um pedido especial que seja
contemplada a estrutura de armazenamento, e também infraestrutura e logística
de transporte para absorver a safra”, explicou o presidente do Sindicato e
Organização das Cooperativas do Estado do Paraná (Ocepar), José Roberto Ricken.
Representando
o setor privado, o diretor-executivo do Sindicato das Indústrias de Produtos
Avícolas do Estado do Paraná (Sindiavipar), Inácio Kroetz, também participou da
reunião.
RECURSOS - Em
fevereiro, o Paraná encaminhou um documento ao Ministério com sugestões para a
formulação do Plano Safra 2023/2024, que apresenta em detalhes o que as
entidades representantes dos produtores paranaenses acreditam que seja adequado
para promover o reequilíbrio de recursos destinados a custeio, investimentos e
comercialização.
Na
avaliação de Ortigara, a reunião foi positiva e ajudou a mostrar a importância
do agro paranaense. “Foi uma conversa muito focada naquilo que é relevante para
o Brasil, que é ser bom na produção de alimentos. Esperamos que de fato
possamos ter um adequado fluxo dentro da política agrícola de recursos, que é
muito importante para economia do Brasil”, completa.
GRIPE AVIÁRIA - Outro
tema do encontro foi o trabalho de prevenção da gripe aviária. Nesta semana, o
Ministério confirmou que o país continua livre da doença, uma notícia positiva
para a sanidade do rebanho, a saúde pública e para parceiros comerciais. O
Paraná contribui com cerca de 34% da produção e mais de 40% das exportações de
carne de frango.
Ortigara
destacou que o Paraná possui granjas georreferenciadas, inteligência para tomar
decisões, e estratégias de intervenção adequadas, trabalhando em diálogo com
importadores. “Essa parceria é necessária. Todos temos o mesmo interesse, que a
nossa avicultura vá bem, que tenhamos desempenho bom no campo, capacidade de
produzir com qualidade, sanidade, e preço competitivo. Tratamos do tema de
forma muito profissional”.
O
governo estadual, com os demais estados do Sul, estuda tornar a região uma unidade
autônoma de influenza aviária. Assim, mesmo com a ocorrência da doença em
outras regiões, não causaria prejuízo aos produtores do Sul, que concentram a
maior parte da produção e exportação brasileira da proteína. A demanda foi
levada ao ministro e será apresentada para Organização Mundial de Saúde Animal
(OIE).
“Precisamos
nos proteger da enfermidade para manter a qualidade dos produtos paranaenses e
a sanidade do nosso rebanho”, diz o presidente da Agência de Defesa
Agropecuária do Paraná (Adapar), Otamir Martins.
Na
manhã de terça-feira (4), a comitiva também se encontrou em Brasília com o
secretário da Defesa Agropecuária, Carlos Goulart, para falar sobre a
intensificação dos processos de biosseguridade no Paraná.
PARCERIAS COMERCIAIS - O potencial de
exportação dos produtos paranaenses esteve entre os assuntos principais da
reunião com o ministro. O governo federal tem um encontro marcado com
lideranças da China, nos próximos dias, para firmar acordos comerciais com o
país asiático. Recentemente houve um passo importante nesse sentido, que foi a
habilitação de plantas de carne bovina para exportação para a China, como o
frigorífico Astra de São Cruzeiro do Oeste. A expectativa é que esse mercado se
amplie.
Fonte:
Agência Estadual de Notícias do Paraná/ Foto: Carlos Silva/ Mapa