Publicado em: 13/04/2022
Em busca de
fortalecer a logística de transporte no Paraná, o governador Carlos Massa
Ratinho Junior se reuniu nesta terça-feira (12), em Brasília (DF), com o
ministro da Infraestrutura, Marcelo Sampaio. A conversa girou em torno do
financiamento por parte do governo federal de novos projetos estruturantes para
o Estado, como a extensão da Poligonal do Porto de Paranaguá; a implantação do
Corredor Metropolitano na região de Curitiba; e a pavimentação da ligação
rodoviária entre São José dos Pinhais e Mandirituba.
Além disso,
houve uma atualização sobre o andamento do projeto da Nova Ferroeste dentro da
Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), com avanço no processo de
licenciamento. Também participaram do encontro o diretor-geral da ANTT, Rafael
Vitale; o secretário de Estado da Infraestrutura e Logística, Fernando
Furiatti; o diretor-presidente da Ferroeste, André Gonçalves; e o coordenador
do Plano Estadual Ferroviário, Luiz Fagundes.
“Foi uma
conversa bastante produtiva. O ministro conheceu melhor os projetos em
andamento no Estado e se comprometeu a colaborar, a ajudar naquilo que for
possível. O Paraná tem um grande pacote de obras em andamento, muitas em parceria
com o governo federal com a segunda ponte entre Brasil e Paraguai. Há uma
sintonia em busca daquilo que for melhor para a população”, afirmou o
governador.
Ratinho Junior
explicou para o ministro que o projeto técnico da Nova Ferroeste está
praticamente pronto. Uma das últimas etapas a ser vencida antes do
encaminhamento para leilão na Bolsa de Valores de São Paulo (B3) é a indicação
por parte do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais
Renováveis (Ibama) da licença prévia ambiental. As audiências públicas em
algumas cidades que vão abrigar o novo traçado da ferrovia estão previstas para
começar em maio. O investimento estimado é de R$ 29,4 bilhões.
“É o maior
projeto estruturante em andamento no Estado, algo que vai mudar a dinâmica de
exportação de produtos de toda a parte sul do País. O Paraná e o Brasil vão
ganhar muito com a construção deste corredor sobre trilhos”, ressaltou o
governador.
A Ferroeste,
destacou o diretor-presidente da empresa ferroviária, existe desde 1991 e administra
o atual traçado de 248 quilômetros de trilhos entre Guarapuava e Cascavel. Com
o projeto da Nova Ferroeste, essa linha será ampliada nos dois sentidos,
fazendo a ligação entre Maracaju, no Mato Grosso do Sul, e o Porto de
Paranaguá. Haverá ainda um ramal entre Cascavel e Foz do Iguaçu para captar
carga do Paraguai e da Argentina.
Com 1.304
quilômetros, a estrada de ferro dará lugar ao Corredor Oeste de Exportação, com
potencial para ser o segundo maior corredor de grãos e contêineres refrigerados
do País. “O ministro foi bem acessível. Perguntamos da possibilidade de o BNDES
(Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) colaborar com o projeto
e ele prometeu ajudar nessa interlocução”, comentou Gonçalves.
RMC – Ratinho Junior apresentou também duas
propostas para melhorar a circulação entre os municípios que formam a Região
Metropolitana de Curitiba (RMC). Entre elas, destaque para a implantação do
Corredor Metropolitano na continuidade da PR-423.
A Coordenação da
Região Metropolitana de Curitiba (Comec) pretende construir um novo trecho de
rodovia dando continuação à atual PR-423 na ligação entre Araucária (Rodovia do
Xisto) e Curitiba/Fazenda Rio Grande (BR-116). A ligação funcionará como um
segundo contorno na região sul de Curitiba, desviando cerca de 25% do tráfego
do atual Contorno Sul, uma das principais vias da RMC, e também parte do
intenso movimento na interseção da BR-116 com o próprio Contorno Sul, na região
do Ceasa.
A nova via
possui cerca de 9,5 km de extensão, com um investimento de cerca de R$ 200
milhões.
O outro projeto
atende uma demanda histórica da população local, que é a pavimentação da
rodovia de ligação entre os municípios de São José dos Pinhais e Mandirituba. O
trecho parte do trevo da empresa Volkswagen-Audi, na BR-376, em São José dos
Pinhais, até a Rua Gilberto Palu, em Mandirituba, na ligação com a BR-116.
A estrada passa
pela Colônia Marcelino, local de grande potencial para o turismo rural e
religioso, e também cria uma via alternativa para os municípios de Quintandinha,
Agudos do Sul, Piên, Campo do Tenente e Rio Negro, todos localizados no chamado
segundo anel da RMC. Possui extensão de aproximadamente 26 km e deverá
representar um investimento de R$ 60 milhões.
PORTO – Ainda durante o encontro, a comitiva
paranaense confirmou que o Governo do Estado finalizou a revisão do Plano de
Desenvolvimento e Zoneamento dos portos de Paranaguá e Antonina (PDZ). O
trabalho na poligonal terrestre indicou o limite geográfico da área do porto
organizado, ou seja, no espaço onde a autoridade portuária detém o poder de
administração e onde ficam as instalações portuárias e a infraestrutura de
proteção e acesso ao porto. Há um indicativo de extensão da área.
O documento é
uma das mais importantes ferramentas de planejamento do setor e considera o
ambiente social, econômico e ambiental em que o porto está inserido. O último
PDZ feito em Paranaguá foi em 2012, com atualizações em 2014, 2016 e 2017. Em
2021, a atualização foi feita com o apoio da Empresa de Planejamento e Logística
(EPL), órgão do governo federal que também é responsável pelo Plano Mestre dos
portos paranaenses.
“A extensão da
poligonal que estamos tratando é para atender ao futuro da Ferroeste, para não
haver conflito na chegada aos Porto de Paranaguá das composições oriundas da
Nova Ferroeste”, destacou Ratinho Junior.
PRESENÇA – O chefe do Escritório de
Representação do Paraná em Brasília, Rubens Bueno II, também participou da
reunião.
Fonte: Governo
do Estado do Paraná / Foto: Ricardo Botelho/MINFRA