Publicado em: 29/07/2022
Em menos de dois anos, o Paraná movimentou R$ 667,2 bilhões
em transições via PIX, segundo dados do Banco Central. A tecnologia foi
implantada em novembro de 2020 e facilitou as transferências bancárias por meio
do celular.
Desde o começo do PIX, mais de 800 milhões de transferências
com a ferramenta foram feitas no estado. Segundo o Banco Central, em todo o
Brasil, foram mais de 16,4 bilhões de operações, movimentando R$ 8,6 trilhões.
No ano passado, uma pesquisa da Confederação Nacional de
Dirigentes Lojistas (CNDL) apontou que o PIX se tornou o segundo
principal meio de pagamento dos brasileiros, perdendo apenas para o
dinheiro.
Só no Paraná, mais de 6 milhões de pessoas já usaram a
ferramenta, segundo o Banco Central.
Apesar da facilidade,
usuários também têm sofrido com alguns golpes por meio da tecnologia. A
Secretaria de Estado da Segurança pública não tem dados exatos sobre
estelionatos envolvendo a ferramenta. Entretanto, os crimes estão ficando
comuns.
O delegado José
Barreto, da Polícia Civil do Paraná, afirma que um golpe novo que está em
prática se chama "tabela do PIX", nas redes sociais. Por meio deste
estelionato, a vítima faz uma transferência na promessa de receber de volta um
valor maior.
"Isso atrai as pessoas que acham que vão se dar bem, mas
quando elas transferem para esta conta cibercriminosa não recebem dinheiro
nenhum. Eles colocam vários comentários de perfis fakes de pessoas falando que
isso funciona mesmo", comentou.
Outro golpe comum é de uma pessoa que entra em contato com a
vítima afirmando que fez uma transferência errada. O golpista envia um
comprovante falso para a vítima e a convence a enviar o valor.
Orientações
O
delegado José Barreto orienta para que pessoas que forem vítimas de golpes
entrem em contato com a Polícia Civil, para que o caso seja investigado.
Uma orientação para auxiliar nas investigações é tirar prints
das telas do celular com as movimentações e conversas com o criminoso.
Além disso, o
delegado aconselha que as pessoas tenham cuidado com os dados que
disponibilizam em redes sociais, já que os golpistas costumam estudar o estilo
de vida das vítimas.
"Eles pegam
técnicas de convencimento de telemarketing e estudam a vítima para ver qual
tipo de golpe vai se adequar àquela pessoa", disse.
Fonte: G1 – Paraná RPC
/ Foto: ADRIANO ISHIBASHI/FRAMEPHOTO/FRAMEPHOTO/ESTADÃO