Publicado em: 02/02/2023
A Nova Ferroeste, os recursos provenientes do fim do
financiamento da Usina de Itaipu e verbas para a manutenção de rodovias foram
as principais demandas do Paraná apresentadas junto à União nesta
terça-feira (31) em reunião virtual com representantes do governo federal e de
todos os estados. O secretário de Planejamento do Paraná, Guto Silva,
participou do encontro, que foi comandado por Mauricio Muniz, subchefe da
Secretaria Especial de Articulação e Monitoramento, da Casa Civil da União.
Essas demandas haviam sido compartilhadas na última
sexta-feira (27) em encontro realizado em Brasília, com a participação do governador
Carlos Massa Ratinho Junior. Guto Silva explicou que a reunião técnica
serviu para reforçar as demandas do Paraná, iniciar a instrumentalização do
calendário de ações próximas e esboçar o plano de investimentos.
“São nossas demandas a Nova Ferroeste, assunto que o Paraná
tem colocado muita energia e que é estratégica para o Estado; o Anexo C, do
Tratado de Itaipu, que envolve o fim do financiamento da usina e o desejo do
Estado em acessar uma parte desse recurso antes empenhado; e o Anel Viário, que
abrange o custeio das rodovias federais, de R$ 300 milhões anuais somente para
a manutenção básica. Essas estradas não podem receber aporte estadual, exigindo
recursos do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes”, explicou o
secretário.
Todos esses projetos precisam ser desenhados e organizados,
para que haja aderência federal, explica o secretário de Planejamento. “Nosso
objetivo é deixar todo o ambiente preparado, com bons projetos estruturados,
para termos condições de captar recursos”, disse.
Além de projetos do Estado, também foi levada à União uma
proposta regional do Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul, que é a
criação do Fundo Sul, um instrumento de desenvolvimento que Sudeste, Norte e
Nordeste já têm. “Este fundo pode alavancar e financiar nossa agroindústria,
indústria e comércio”, disse Guto Silva, que assinalou a necessidade de avanço
nas questões de infraestrutura.
“O Paraná que cresce vai demandar mais energia, rodovias,
ferrovias e aeroportos para podermos acompanhar esse crescimento. O Estado não
pode ser empecilho a esse progresso a médio e longo prazo, não podemos chegar a
um ponto de uma indústria não poder se instalar no Estado por falta de
estrutura de escoamento e transporte da produção, por exemplo”, disse. “Temos
essa obrigação de refletir o Estado para não hipotecar o futuro do Paraná”.
Fonte: Governo do Estado do Paraná / Foto: Geraldo
Bubniak/AEN