Publicado em: 15/03/2023
O valor exportado pelo agronegócio brasileiro alcançou US$
9,9 bilhões em fevereiro deste ano. O índice de quantum teve redução
de cerca de 12% e o índice de preço das exportações subiu quase 7%. Os produtos
que tiveram destaques no mês foram milho, celulose, farelo e óleo de soja e
carne de frango.
No mês analisado, houve recuo nas exportações em função da
redução dos volumes exportados de soja em grãos, influenciado pelo atraso na
colheita, apesar da produção recorde estimada pela Companhia Nacional de
Abastecimento (Conab), em 151,4 milhões de toneladas para 2022/2023.
Açúcar e trigo também apresentaram queda nas vendas
externas. Houve menor disponibilidade interna para exportação, por causa das
preocupações com a safra argentina no caso do trigo, e menor moagem de
cana-de-açúcar por questões climáticas.
A carne bovina também teve desempenho desfavorável devido à
redução internacional do preço e diminuição do volume exportado. Uma das razões
para essa queda no volume é o caso atípico de Encefalopatia Espongiforme Bovina
(mal da “vaca louca”) comunicado, em 22 de fevereiro, à Organização Mundial de
Saúde Animal (OMSA). Em função desse caso, as exportações para a China foram
temporariamente suspensas a partir de 23 de fevereiro.
No acumulado do ano, as exportações brasileiras do
agronegócio alcançaram recorde para o primeiro bimestre: US$ 20,1 bilhões.
Destaque para as exportações recordes de farelo e óleo de soja, carnes de
frango e suína, milho e celulose.
Milho
Os embarques brasileiros de milho totalizaram mais de 2
milhões de toneladas, com divisas de US$ 689 milhões. De acordo com a análise
da Secretaria de Comércio e Relações Internacionais do Ministério da
Agricultura e Pecuária (SCRI/Mapa), o desempenho favorável do cereal deve-se à
baixa oferta internacional e à alta produção nacional do grão para a atual
safra.
No último levantamento da Conab, a estimativa de
colheita é de cerca de 125 milhões de toneladas de milho. Desta forma, o Brasil
deverá ser o maior exportador mundial de milho na temporada.
Os principais importadores do grão em fevereiro foram Japão,
Coreia do Sul, Colômbia, Argélia e Vietnã.
Celulose
As vendas externas de celulose bateram recorde de valor e
volume para os meses de fevereiro, atingindo US$ 766 e 1,6 milhão de toneladas,
respectivamente. Os países mais industrializados do mundo são os maiores
demandantes da celulose brasileira: China, União Europeia e Estados Unidos.
Farelo e
óleo de soja
As vendas externas do farelo de soja, produto do complexo
soja, atingiram US$ 710 milhões, devido à elevação do preço médio de
exportação, que subiu 23%. Os principais importadores foram Tailândia, Países
Baixos, Polônia, França e Indonésia.
Ainda no complexo soja, o óleo de soja teve desempenho
recorde em faturamento e no volume para os meses de fevereiro, chegando a US$
268 milhões, apesar da queda de cerca de 16,8% no preço médio de exportação.
Índia e Bangladesh impulsionaram as vendas e importaram 33% (73 mil toneladas)
e 25% (57 mil toneladas), respectivamente, de todo o volume exportado.
Carne de
frango
Já a carne de frango teve recorde para os meses de
fevereiro, com registro de 372 mil toneladas e US$ 726 milhões. Segundo os
analistas da SCRI/Mapa, o Brasil por não ter registro de casos de gripe aviária,
consegue obter recordes nos embarques desta proteína, diante do cenário
mundial. Os principais compradores foram China, Arábia Saudita, Japão e
Emirados Árabes Unidos.
Fonte: O Presente / Foto: José Fernando Ogura