Publicado em: 08/05/2023
As
principais montadoras brasileiras ainda não superaram a escassez de peças e
componentes que se iniciou na pandemia. Nos bastidores da Agrishow, feira
internacional de tecnologia agrícola realizada em Ribeirão Preto, interior de
São Paulo, alguns executivos relatam retorno de 80% do fornecimento, mas
problemas pontuais que ainda impedem que as máquinas possam ser entregues.
Ao
Estadão/Broadcast, sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado, a
diretora de Assuntos Governamentais da AGCO e vice-presidente da Associação
Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea), Ana Helena Andrade,
afirmou que a expectativa do setor é de que esses gargalos na cadeia sejam
solucionados ainda em 2023.
As
representantes das indústrias de máquinas agrícolas John Deere, Case IH e Fendt
relataram, no evento, ainda enfrentam efeitos da pandemia, em diferentes
níveis. A Fendt afirmou que atende “perto da normalidade”. “Praticamente todos
os fornecedores de peças nos atendem e a fábrica já tem conseguido trabalhar
sem muita dificuldade”, afirmou o diretor da Fendt América do Sul, José
Henrique Galli.
A John Deere
considera que os problemas “ainda não foram 100% superados”. “Chegamos a trazer
quatro a cinco voos charter com peças e componentes na pandemia. Não estamos
nesses patamares mais, mas ainda não é possível dizer que está 100%”, afirmou o
diretor de vendas da John Deere, Marcelo Lopes.
Já a Case IH
ressalta que o número de fornecedores críticos diminuiu, mas a operação está
80% normalizada. “O que ainda não normalizou ainda foi logística”, disse o
vice-presidente da empresa na América Latina, Christian Gonzalez.
Fonte: O
Estado de São Paulo/ Foto: Gilson Abreu/AN-PR