Publicado em: 25/05/2022
Mais um problema tem afetado o
setor avícola. Nos últimos meses, a situação no posto de fronteira entre
Paraguai e Brasil, em Foz do Iguaçu, no Paraná, está gerando muitos transtornos
e prejuízos para as agroindústrias do setor de proteína animal que estão
importando milho do Paraguai para suprir o abastecimento de ração animal.
Centenas de caminhões represados em
fila de espera, atraso gerado pela operação padrão dos servidores do Ministério
da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) e Receita Federal. A estimativa
com perdas decorrentes do excesso de morosidade para liberação do fluxo de
transporte entre os países está em aproximadamente R$80 milhões por ano.
A Organização Avícola do RS
(Asgav/Sipargs) emitiu documento destinado às autoridades estaduais e federais
com alerta e pedido de busca de soluções para este problema considerado grave e
que se acentua a cada dia. Os prejuízos são ainda mais evidentes para os
estados da região Sul, duramente afetados por estiagens consecutivas, que têm
como alternativa a importação de milho em países como Paraguai e Argentina.
“Estamos em um momento complicado porque as operações de importação, apesar de
pontuais, servem para alimentar os plantéis de aves e suínos do Sul do Brasil,
viabilizar a produção de alimentos e geração de atividades e divisas. Estamos
pagando uma conta que não geramos e que fragmenta nossos planos de
desenvolvimento e produção de alimentos para milhões de pessoas”, sintetiza o
presidente executivo da Organização Avícola do RS (Asgav/Sipargs), José Eduardo
dos Santos.
As agroindústrias também buscam
alternativas de viabilizar as importações pelo posto de fronteira em Porto
Xavier, no Rio Grande do Sul, divisa com a Argentina. Todavia, neste local
também há entraves, como demora em demasia e falta de pessoal para auxiliar nos
serviços.
Santos reitera que não se pode
admitir o caos logístico nessas regiões em um país que precisa reagir frente a
um conjunto de intempéries resultantes da pandemia, estiagens e, mais recentemente,
da crise Rússia e Ucrânia. “Uma solução para os problemas que estão acontecendo
deve ser trabalhada com urgência e prioridade máxima”, destaca.
Fonte: O Presente
Rural / Foto: divulgação/O Presente Rural