Publicado em: 02/05/2022
A partir deste
domingo (1º), o gás natural vendido às distribuidoras pela Petrobras estará 19%
mais caro. O novo reajuste trimestral, com validade até 31 de julho, foi
divulgado na sexta-feira (29) pela estatal.
Segundo a
Petrobras, a variação do preço do gás natural se dá com base em fórmulas
previstas em contratos públicos e divulgados no site da Agência Nacional do
Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP). O cálculo leva em conta as
variações do petróleo no mercado internacional e a taxa de câmbio.
“A atualização
trimestral para o gás e anual para o transporte atenua volatilidades
momentâneas e assegura previsibilidade e transparência”, explicou a estatal em
nota.
Desde 2016, a
Petrobras adota a Política de Preços de Paridade de Importação (PPI), que
vincula os preços praticados no país aos que são praticados no mercado
internacional tendo como referência o preço do barril de petróleo tipo brent,
que é calculado em dólar.
Nos últimos
meses, houve uma grande elevação da sua cotação sob influência dos impactos da
guerra na Ucrânia, entre outros fatores. O barril saiu de US$ 82 no início de
janeiro, chegou a US$ 130 em março, e agora tem se estabilizado próximo aos US$
105.
Para os
botijões a base de gás liquefeito de petróleo (GLP), o reajuste não gera
impactos. A medida deverá afetar principalmente moradores que consomem gás
natural canalizado e motoristas com carros que utilizam Gás Natural Veicular
(GNV). Mas o reajuste no preço final repassado ao consumidor ainda é incerto. A
Petrobras disse que outros fatores exercem influência como as margens de lucro
das distribuidoras e dos postos de revenda e os tributos federais e estaduais.
Setores da indústria que usam o gás
natural como fonte de energia também serão impactados. Isso ocorre, por
exemplo, na produção química, metalúrgica, farmacêutica e têxtil.
Fonte: Bem Paraná / Foto: Reprodução/Agência Petrobras