Publicado em: 18/07/2022
No primeiro
semestre de 2022, o governo federal deu autorização para a construção de seis
novos Terminais de Uso Privado (TUPs) no país. Caso os projetos de fato se
concretizem, deverão gerar R$ 10,3 bilhões em novos investimentos, segundo a
DataPort, banco de dados da ATP (Associação dos Terminais Portuários Privados).
Das seis
autorizações concedidas, duas estão localizadas no Porto de Santos. Uma delas é
referente ao Terminal Portuário Logístico – TPL, da Triunfo Participações e
Investimentos (TPI). O grupo, que dependerá ainda de encontrar um parceiro para
viabilizar o projeto bilionário, ainda não definiu a vocação do terminal. A
empresa recebeu aval para explorar cargas como granéis sólidos, líquidos e
carga geral. Os investimentos necessários para o empreendimento são estimados
em R$ 2,827 bilhões.
Outro grande
projeto autorizado no porto é o TUP EBT - Santorini, da Ageo (Empresa
Brasileira de Terminais e Armazéns Gerais), que já opera terminais de granéis
líquidos no porto. O novo empreendimento seria um terminal retroportuário,
destinado a granéis sólidos, líquidos e carga geral. O investimento estimado é
de R$ 3,66 bilhões.
Outros três
projetos de TUPs autorizados neste ano estão localizados na região Norte do
país. O primeiro deles é o Terminal de Malato, da Louis Dreyfus Company Brasil,
que deverá ser localizado em Ponta das Pedras, no Pará. A previsão é de R$ 450
milhões de investimentos, para um terminal com capacidade de 9 milhões de
toneladas de grãos por ano.
Outro empreendimento é um terminal de granéis líquidos da Atem Distribuidora de
Petróleo, localizado em Santarém, também no Pará. O aporte previsto é de R$
55,7 milhões. Há também um terminal da Lajes Logística, destinado à
movimentação de contêineres e carga geral, em Manaus, com investimento de R$
175 milhões.
O sexto projeto
da lista é o terminal da Porto Guará lnfraestrutura, em Paranaguá (PR).
Trata-se de um empreendimento de grande porte, com previsão de R$ 3,2 bilhões
de aporte, destinado à movimentação de granéis sólidos e líquidos.
Todos os seis empreendimentos são “greenfield”, ou seja, terão que ser
construídos desde o zero, destaca Murillo Barbosa, presidente da ATP.
Fonte: Portos e
Navios / divulgação/Portos e Navios