Publicado em: 11/03/2022
Representantes do Governo do
Paraná, da indústria e do setor produtivo estiveram reunidos na quinta-feira
(10) para discutir as consequências e impactos diretos à economia do Estado da
invasão russa na Ucrânia. A guerra já dura 15 dias e tem impacto direto nas
relações comerciais entre os países envolvidos e o Paraná.
O chefe da Casa Civil, João Carlos Ortega, convocou uma reunião
para alinhar com os setores soluções práticas para o enfrentamento da crise
econômica. Participaram do encontro o presidente da Federação das Indústrias do
Estado do Paraná (Fiep), Carlos Walter Martins, o superintendente do Sistema
Ocepar, Nelson Costa, o secretário de Estado da Agricultura e do Abastecimento,
Norberto Ortigara, o presidente do Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo
Sul – BRDE, Wilson Bley Lipski e o diretor-geral da Casa Civil, Luciano Borges.
Para Ortega, é essencial que governo e setores trabalhem juntos na
busca de recursos que possam mitigar os impactos da guerra no Estado. “A
iniciativa do Governo do Paraná para atrair soluções conjuntas aos setores
reforça o protagonismo do Estado e a disposição do governador Ratinho Junior na
gestão de crises. Estamos diante de um momento histórico, com impactos que
ainda não podemos dimensionar em sua totalidade, mas que certamente pedem
medidas conjuntas e assertivas, no sentido de encontrar os meios necessários de
superação”, afirmou o secretário.
As relações econômicas e comerciais entre Paraná, Rússia e Ucrânia
são extensas e o fechamento de portos do Leste Europeu, assim como as sanções
da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan), atingem os principais indicadores
econômicos que interferem diretamente nos preços do barril do petróleo, nas
commodities, nos insumos agrícolas e outros setores.
As atividades econômicas devem sofrer impactos em diversas
frentes, como o aumento na taxa de juros, a falta de insumos e a desvalorização
do câmbio.
À frente da pasta da Agricultura, Norberto Ortigara apresentou o
cenário do agronegócio no Estado, que já vem enfrentado a crise da estiagem
desde de 2019. Um relatório atualizado pelo Departamento de Economia Rural
(Deral), da Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento, estima
prejuízo prévio de R$ 25,6 bilhões na safra de grãos do Paraná em 2021/22 em
razão da crise hídrica que atinge o Estado de forma severa.
“A falta de insumos agrícolas, principalmente do setor de
fertilizantes, tende a agravar a situação do agronegócio. É fundamental que
neste momento estejamos alinhados em buscas das alternativas práticas e viáveis
para socorrer o setor”, explicou.
Os reflexos da crise também preocupam os empresários paranaenses.
O setor industrial deve sentir diretamente o aumento nos preços do ferro,
alumínio e cobre. Os fretes devem sofrer uma alta impulsionada pela recente
disparada do preço do barril de petróleo. No campo, a preocupação é com os
insumos e as exportações agrícolas.
“Tenho certeza de que encontraremos soluções. Vamos olhar para
todos os setores envolvidos em busca de alternativas imediatas que devem se
estender a toda a população paranaense”, arrematou Ortega.
Fonte: O Presente
Rural / Foto: Gustavo Pontes/Casa Civil