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Governo quer leiloar 17 áreas portuárias ainda neste ano
O governo pretende oferecer ao mercado, até o fim do ano,
mais 17 áreas de arrendamentos de terminais portuários, que devem exigir R$ 2,5
bilhões em investimentos, afirmou o diretor do Programa de Parcerias de
Investimentos (PPI) responsável pela área portuária, Diogo Piloni da Silva.Destes, quatro já estão com data marcada para ocorrer. Em
setembro serão leiloadas uma área em Santos para granéis líquidos, uma área de
granéis sólidos de origem vegetal, especialmente cavaco de madeira em Santana
(AP); e uma área para GLP, em Miramar (PA), sendo este último a cargo da
Companhia Docas do Pará (CDP).Em 23 de novembro será leiloada uma uma área para
movimentação e armazenagem de granéis líquidos sólidos minerais, especialmente
fertilizantes e sais, localizada dentro do Porto de Santos. Essa área
atualmente é ocupada pela Pérola, em Outeirinhos. Piloni disse que nos próximos
dias a Secretaria do Programa de Parcerias de Investimentos (PPI) deve
encaminhar ao Tribunal de Contas da União (TCU) propostas de arrendamento de
mais 10 áreas portuárias, em diferentes portos do País, incluindo terminais de
líquidos em Cabedelo ((PB), e outras áreas em Miramar e Vila do Conde (PA). Segundo ele, se as avaliações forem feitas pelo tribunal
rapidamente, seria possível realizar a licitação ainda este ano.
Adicionalmente, a intenção também é realizar consultas públicas para outras
três áreas, incluindo um terminal de contêineres em Suape (PB), que deve exigir
R$ 1 bilhão de investimentos. Após esse procedimento, ainda será necessário
elaborar os editais e passar pelo crivo do TCU.Neste caso, a realização efetiva do leilão deve ficar para o
início do ano que vem, mas a intenção é ao menos lançar os editais em 2018. Em
outra frente, o PPI também está avançando nas discussões para prorrogação de
contratos. “Tínhamos na carteira onze. Oito já foram entregues e faltam os três
restantes para assinar”, disse, sem revelar os montantes de investimento
envolvidos. LeilãoO executivo comentou o resultado de um leilão de áreas
portuárias realizado ontem. O governo conseguiu arrendar apenas uma das três
áreas ofertadas, localizada no Porto de Itaqui (MA). Para as outras duas, no Porto de Paranaguá, não houve
interessados. O diretor geral da Agência Nacional de Transportes Aquaviários
(Antaq), Mário Povia, minimizou a frustração com os lotes vazios. Embora tenha
se dito surpreso com a ausência de interessados para as duas áreas no Paraná,
classificou a situação como decorrente mais de fatores específicos da
estratégia de negócios das empresas potencialmente interessadas, do que na
modelagem dos terminais, que deve permanecer a mesma.“Vamos licitar terminais de combustíveis, carga geral,
contêiner em Suape, terminal de líquidos em Santos…. Vamos utilizar o mesmo
modelo, as mesmas ferramentas. Acreditamos que o contrato está bem formatado, a
matriz de risco é clara, o setor conhece bem isso, a segurança jurídica é
interessante, tem um horizonte de ocupação bom”, disse. Segundo ele, “não há
informação de que o modelo esteja torto”.“Estamos na linha crescente e positiva, vamos continuar com
modelo exitoso e tendo sucesso”, disse, afirmando que o sucesso apenas parcial
da licitação de hoje não preocupa o governo. Ele salientou o “copo meio cheio”
do certame, que resultou no arrendamento da área com o maior volume de
investimentos necessários, da ordem de R$ 215 milhões, com obrigação do
arrendatário para a construção de um ramal ferroviário e um berço de atracação.
As outras duas áreas têm previsão de investimento que somava R$ 167 milhões.
Fonte: Estadão Conteúdo