Publicado em: 12/05/2023
A produção
de cereais, leguminosas e oleaginosas do Brasil deve fechar 2023 em 302,1
milhões de toneladas. Caso a safra se confirme, será 14,8% superior (com mais
39 milhões de toneladas) ao resultado do ano passado (263,2 milhões de
toneladas).
A estimativa
é do Levantamento Sistemático da Produção Agrícola (LSPA) realizado em abril e
divulgado nesta quinta-feira (11) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e
Estatística (IBGE).
O levantamento
de abril ampliou em 0,8% (ou mais 2,4 milhões de toneladas) a estimativa feita
pela pesquisa de março (299,7 milhões de toneladas). A área a ser colhida em
todo o ano deverá ficar em 76,4 milhões de hectares, 4,3% a mais que em 2022 e
0,4% superior à previsão de março.
Entre as
principais lavouras de grãos do país, estão previstas altas, em relação a 2022,
para a soja (24,7%), o milho (8,8%), o algodão herbáceo em caroço (2,8%), o
feijão (1,5%) e o sorgo (23%). Por outro lado, são esperadas quedas de 7,5%
para o arroz, de 1,7% para o trigo e de 6,5% para a aveia.
Segundo o
gerente da pesquisa, Carlos Barradas, de uma forma geral, a safra deste ano
está sendo beneficiada pelo clima mais chuvoso em quase todo o país, com
exceção do Rio Grande do Sul, onde houve falta de chuva durante a safra de
verão. “No ano passado, a escassez de chuvas no estado foi ainda maior e afetou
também outros estados”, acrescenta o IBGE.
O Mato
Grosso é o estado com maior produção de grãos do país, respondendo por 30,7% da
safra, seguido por Paraná (15,5%), Rio Grande do Sul (10,1%), Goiás (9,6%),
Mato Grosso do Sul (8,1%) e Minas Gerais (6%).
O LSPA
também apura dados de outros produtos importantes da pauta agrícola brasileira,
como a cana-de-açúcar, a banana, a laranja e o café. São esperados aumentos, em
relação a 2022, para uva (10,5%), cana (6,5%), café (5,5%), tomate (2,8%),
mandioca (2,1%), laranja (0,5%) e banana (0,3%). Por outro lado, deve fechar o
ano com queda na produção, a batata-inglesa (-2,8%).
Fonte: Agência Brasil/ Foto: Banco de Imagens