Publicado em: 26/09/2022
A TCP, empresa que administra o Terminal de Contêineres de
Paranaguá, registrou um aumento de 95% na movimentação de defensivos agrícolas
no período entre janeiro e agosto de 2022, em comparação com o mesmo período de
2021. Ao todo, foram importadas mais de 166 mil toneladas do produto. Desafios
no comércio exterior, benefícios governamentais e estratégias dos importadores
influenciaram no crescimento.
Entre as empresas que mais importaram defensivos agrícolas
na TCP está a CHD'S do Brasil, que nos primeiros meses de 2022 aumentou em 700%
a compra deste tipo de produto em comparação com o mesmo período de 2021. De
acordo com a diretora sócia da CHD'S, Leila Zorzetto, "o principal motivo
do aumento de importação foi nosso crescimento no mercado e a ampliação de
nosso portfólio com a aprovação de novos registros".
As crescentes liberações realizadas pelo governo federal, autorizando a
importação de novos defensivos agrícolas, contribuíram para o aumento de movimentações
do setor. Segundo o Ministério da Agricultura, só em 2021 foram 562 produtos do
tipo autorizados. Outro motivo para a disparada das importações é o clima seco,
que torna o ambiente propício para proliferação de pragas e insetos.
Os principais clientes importadores de defensivos agrícolas
da TCP movimentaram, juntos, um total de 11.382 TEUs em 2022. O número é quase
o dobro de 2021, que registrou movimentação de 5.851 TEUs de janeiro a agosto.
No caso da CHD'S, a estocagem aconteceu como uma medida de
cautela em relação ao aumento do frete marítimo e novos lockdowns. "Como
nossos produtos são sazonais, antecipamos alguns embarques", comenta
Zorzetto.
De acordo com dados do Sindiveg, o mercado de defensivos agrícolas no Paraná
representou 10% da aplicação total brasileira no primeiro semestre de 2022. O
estado aplicou mais de US$ 630 milhões em insumos no período, valor 12% maior
em relação ao mesmo período do ano anterior.
Apesar de o Paraná ter aumentado em 12% o valor adquirido
do produto, na TCP foi verificado um crescimento de 95% no volume movimentado.
Fonte: Portos e Navios / Foto: Divulgação/Portos e Navios