Publicado em: 28/02/2022
“Para se ter uma ideia, das quase
11,5 milhões de toneladas importadas de fertilizante no ano passado, cerca de
2,35 milhões, mais de 20%, vêm da Rússia, que, com a guerra, tende a suspender
as atividades portuárias e o comércio com os países, principalmente
ocidentais”, afirma o diretor-presidente da Portos do Paraná, Luiz Fernando
Garcia.
O
gerente executivo do Sindicato da Indústria de Adubos e Corretivos Agrícolas no
Estado do Paraná (Sindiadubos), Décio Luiz Gomes, ainda relembra que Belarus é
outro player mundial no segmento de fertilizantes e também pode ter suas
exportações do insumo diminuídas.
“A apreensão é quanto aos
problemas logísticos para escoar esses produtos. A invasão da Rússia à Ucrânia
complica ainda mais a situação que já estava delicada com a Belarus, outro
importante mercado. Uma alternativa para o mercado brasileiro, na importação do
produto, seria o Canadá, também grande produtor e exportador do cloreto”,
comenta Gomes.
Já
o presidente do Sindicato das Agências de Navegação Marítima do Estado do
Paraná (Sindapar), Argyris Ikonomou, destacou que o valor dos fretes marítimos
também deve sofrer impacto com o conflito.
“A possibilidade de impacto negativo que eu consigo enxergar,
no momento, seria a dificuldade, alto risco e o aumento do valor dos fretes
para navios que, a partir de agora, vão escalar em portos da Rússia para
carregamento de fertilizantes, por exemplo”, comenta Ikonomou.
Fonte: Paraná Portal / Foto: Cláudio Neves/Portos do
Paraná