Publicado em: 03/01/2023
A indústria de veículos terminou 2022 com o melhor mês em
vendas dos últimos dois anos, conseguindo assim praticamente repetir, no
balanço final do ano, o total vendido em 2021. Entre carros de passeio,
utilitários leves, caminhões e ônibus, 216,9 mil unidades foram vendidas em
dezembro, um volume não visto em um mês desde dezembro de 2020, quando 244 mil
veículos foram licenciados no País.
O volume supera em 6,3% as vendas de novembro. Frente a
dezembro de 2021, o mercado de veículos zero quilômetro mostrou crescimento de
4,8%. Com isso, 2022 acabou com 2,1 milhões de veículos vendidos nos 12 meses
de 2022, praticamente estacionado, com leve queda de 0,7%, no número do ano
anterior, quando os emplacamentos somaram 2,12 milhões de unidades.
Obtidos pelo Estadão com
fontes da indústria, os números estão sujeitos a pequenos ajustes nos balanços
a serem divulgados até o fim desta semana pela Fenabrave, entidade que
representa as concessionárias, e pela Anfavea, representante das montadoras.
Depois de o mercado terminar o primeiro semestre com queda
de 14,5%, a melhora da oferta de automóveis, graças à distensão da crise de
abastecimento, permitiu a reação das vendas nos últimos meses.
As paradas de fábricas, motivadas pela escassez global de
componentes eletrônicos, tornaram-se menos constantes em meio à desaceleração
das economias desenvolvidas, que aliviou a demanda por peças, além da
normalização do transporte marítimo dos materiais, depois do caos logístico
provocado pelo fechamento do porto de Xangai por dois meses.
Com isso, as montadoras conseguiram atender melhor,
principalmente, os pedidos das locadoras, que formaram longas listas de espera
durante o período de maior aperto na oferta. O volume destinado às frotas
ajudou a compensar os efeitos no varejo do crédito mais caro e restrito.
Fonte: Bem Paraná / Foto: Divulgação/iStock