Publicado em: 04/05/2023
Os segmentos
da indústria mineral do Paraná participaram com R$ 37,81 bilhões na economia do
Estado em 2021, um incremento de 48% em relação a 2020, quando o setor
movimentou R$ 25,52 bilhões. O montante corresponde a 8,68% do Valor Adicionado
Fiscal (VAF) do Paraná, que soma a Fabricação de Coque, de Produtos Derivados
do Petróleo e de Biocombustíveis (7,44%); Fabricação de Produtos de Minerais
Não Metálicos (0,86%); e Indústrias Extrativas de Minerais (0,38%).
Esses são os
dados mais recentes e constam no Informe Mineral 02/2023, divulgado nesta quarta-feira (03)
pela Divisão de Geologia – Diretoria de Gestão Territorial – do Instituto Água
e Terra (IAT).
O
crescimento expressivo do segmento ajudou a alçar o Paraná ao posto de quarto
maior Produto Interno Bruto (PIB) entre as 27 unidades da Federação,
ultrapassando o Rio Grande do Sul. Fez ainda com que a fabricação de Coque, de
Produtos Derivados do Petróleo e de Biocombustíveis, com movimentação de R$
32,39 bilhões, encostasse na fabricação de Produtos Alimentícios (R$ 32,93
bilhões) como as principais divisões da Indústria de Transformação do Estado em
valor agregado.
A extração
de minerais não metálicos está presente em 164 municípios e toda a produção
primária é, praticamente, transformada no próprio Estado. As oito principais
cidades na composição do VAF da indústria extrativa de minerais não metálicos
em 2021 foram Rio Branco do Sul (15,94%); Almirante Tamandaré (8,57%); Ponta
Grossa (7,27%); Castro (5,40%); Quatro Barras (5,12%); Colombo (4,18%); Cerro
Azul (3,50%) e Paranaguá (3,47%), que responderam por 53,45% do total.
Em número de
estabelecimentos e de empregos, as indústrias de extração mineral e a de
produtos de minerais não metálicos participaram, em 2021, com 4,79% dos
empregos industriais (35.318 vagas) e com 8,75% dos estabelecimentos
industriais (3.090 unidades).
“A
construção civil, alimentada pelos produtos da indústria extrativa e de
transformação de produtos minerais não metálicos, provê à sociedade a
infraestrutura que ela necessita”, disse o diretor de Gestão Territorial do
IAT, Ricardo Serfas.
“Mais
importante do que a participação da indústria extrativa e de transformação de
minerais não metálicos na economia do Paraná, é o reconhecimento de que os
recursos minerais são absolutamente imprescindíveis para sustentação da
sociedade moderna e fornecem as matérias-primas para a elaboração de produtos
que a sociedade necessita para o seu bem-estar e qualidade de vida”,
acrescentou.
No Paraná, a
extração de minerais não metálicos engloba a exploração de areia; rochas para
produção de brita e ornamentais; rochas carbonáticas para a produção de
cimento, cal, corretivo agrícola e outros usos; argilas para as indústrias de
cerâmica vermelha (produtora de tijolos e telhas), cerâmica branca (produtora
de revestimentos, louças de mesa e sanitária), de materiais refratários
utilizados especialmente para revestimento de fornos e outros usos; além de
água mineral; fluorita; talco, cascalho, saibro; seixos; feldspato; argilito;
filito e serpentinito.
INDUSTRIALIZAÇÃO – Na fabricação de Produtos de
Minerais Não Metálicos, foram 297 os municípios paranaenses com participação no
Valor Adicionado Fiscal (VAF), com destaque para Rio Branco do Sul (26,98%),
Balsa Nova (10,46%), Campo Largo (10,24%), Adrianópolis (6,92%), Colombo
(6,10%), Curitiba (5,59%), São José dos Pinhais (5,31%), São Mateus do Sul
(2,62%), Almirante Tamandaré (2,39%) e Castro (1,64%).
Na
composição do Valor Adicionado Fiscal (VAF) das Indústrias Extrativas de
Minerais (R$ 1,65 bilhão), a Extração de Minerais Não Metálicos é responsável
por 68,55%, e está presente em 164 municípios. A Extração de Petróleo e Gás
Natural participou com 23,06%, referentes à exploração do xisto pirobetuminoso
e de Extração de Minerais Metálicos com 5,59%, produto da exploração de ouro e
prata em Campo Largo. A Extração de Carvão Mineral corresponde a 1,69%, em
Figueira, e as atividades de apoio à Extração de Minerais com 1,12%, presente
em sete municípios.
Em 2021, o
Valor Adicionado Fiscal (VAF) da Fabricação de Produtos de Minerais Não
Metálicos (R$ 3,76 bilhões) correspondeu a 3,33 vezes o VAF da Extração de
Minerais Não Metálicos (R$ 1,13 bilhão), ou seja, a transformação da
matéria-prima mineral resultou em 3,33 vezes o VAF do insumo mineral, mais
serviços tributáveis pelo ICMS.
Fonte:
Agência Estadul de Notícias do Estado do Paraná/ Foto: Renata Stygar