Publicado em: 08/02/2023
O setor da indústria no Paraná encerrou 2022 com 15.271
novas vagas de trabalho abertas, sendo a terceira atividade econômica que mais
abriu oportunidades, superada apenas por serviços (77 mil) e comércio (21 mil).
Os dados são do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Novo Caged), do
governo federal.
Mesmo com alta na oferta, o saldo de empregos (admissões
menos os desligamentos) caiu 65% em relação a 2021, quando chegou a 44.430
novos contratados. Mesmo assim, houve aumento de 2,2% na quantidade total de
trabalhadores atuando no setor industrial em 2022, o chamado estoque.
Atualmente, são quase 717 mil pessoas em atividade na área contra 701 mil no
ano anterior.
Dos 24 segmentos da indústria de transformação avaliados
pelo Novo Caged, seis tiveram redução nas contratações no ano passado no
Paraná. Madeira foi a que teve maior impacto, com o fechamento de 2.820 postos
de trabalho. Na sequência vem móveis (-1.743), minerais não metálicos (-112),
produtos têxteis (-125) e, igualmente, fumo e outros equipamentos de transporte
(-42).
Já o setor alimentício liderou o ranking de admissões com
saldo de 6.394, totalizando 209,6 mil trabalhadores atuando no mercado
paranaense (estoque). Um crescimento de 3,15% frente ao resultado obtido em
2021. Máquinas e equipamentos vêm na sequência, com 1.899 novas vagas. Depois
seguem manutenção e reparação de máquinas e equipamentos (1.471), fabricação de
produtos de metal (1.450), produtos químicos (1.361), automotivo (1.352) e
celulose e papel (1.264).
“Todos os grandes setores da economia criaram vagas no
Paraná no ano passado. Mas houve perda no dinamismo. A atividade industrial
desacelerou ao longo dos últimos meses em função da queda no ritmo de produção
nas fábricas”, analisa o economista da Fiep, Evânio Felippe.
De acordo com dados do Instituto Brasileiro de Geografia e
Estatística (IBGE), de janeiro a novembro de 2022, a produção industrial do
estado caiu 3,8% e, no período de 12 meses, 3,3%. Estes resultados, segundo
Felippe, impactam diretamente no mercado de trabalho. “Enquanto as admissões na
indústria ficaram estáveis, as demissões do setor cresceram 10% no período”,
completa.
Fonte: Gazeta do Povo / Foto: Gilson Abreu/AEN