Publicado em: 24/04/2023
As
exportações paranaenses seguem crescendo e são uma oportunidade de negócio para
muitas indústrias do estado. Segundo dados do Ministério da Indústria, Comércio
Exterior e Serviços (MDIC), em 2022 houve um aumento de 16,8% nas exportações
do Paraná e as importações cresceram 32%. No levantamento dos dois primeiros
meses deste ano, o cenário continua em avanço, o que mostra que é um bom momento
para empresas investirem em internacionalização como estratégia de expansão e para
ter mais independência em relação ao mercado interno.
No 1º
bimestre de 2023, foram exportados US$ 43,3 milhões – US$ 100 mil a mais que no
mesmo período do ano anterior. “Essas informações preliminares demonstram que,
de fato há um incremento nas exportações paranaenses. Em relação a 2023, existe
uma grande possibilidade de crescimento dos alimentos processados, máquinas,
equipamentos e automotivo, com base na balança comercial do estado”, comenta a
coordenadora do Centro Internacional de Negócios da Fiep, Caroline Pinheiro do
Nascimento.
Na Sondagem Industrial
2023, 56% dos
empresários industrias paranaenses afirmaram que têm intenção de exportar. Já
em relação às importações, 52% devem comprar de outros países. Como explicou o
economista da Fiep Marcelo Alves, focar no mercado externo pode ser muito
interessante para o crescimento das empresas de todos os segmentos e portes,
principalmente em um período com câmbio favorável. A velocidade e os resultados
atingidos dependem de fatores como a experiência daquele negócio, estratégia de
venda e economia interna e externa.
De acordo
com a mesma pesquisa, um motivo apontado pelas empresas para não exportarem é a
burocracia envolvida nos processos, o que é confirmado pela coordenadora do
Centro Internacional de Negócios da Fiep, Caroline do Nascimento.
“O principal
desafio de uma empresa é entender o processo e conhecer como fazer a
exportação. A burocracia sempre existirá em qualquer país, pois normalmente são
as leis, regras e procedimentos exigidos, porém quando há conhecimento de como
lidar, a exportação é desmistificada”, esclarece.
Passo a passo para as empresas que
querem exportar em 2023
As formas de
exportação são diferentes e, com isso, o nível de conhecimento para a operação
também. Por exemplo: uma empresa que exporta diretamente possui um tipo de
processo, diferentemente de quem exporta indiretamente.
De forma
geral, o Centro Internacional de Negócios da Fiep recomenda os seguintes
passos:
- Preparação por meio de
capacitações;
- Avaliação da capacidade produtiva;
- Análise do mercado-alvo;
- Escolha da melhor estratégia de
entrada: venda direta, distribuidor, joint venture, entre outros;
- Adaptação do produto;
- Desenvolvimento de um plano de
negócios para exportar;
- Aplicar o gerenciamento de riscos.
Sobre as
expectativas e tendências do momento, Caroline do Nascimento comenta que o
Paraná é por natureza um estado exportador de alimentos. Com isso, tudo o que é
ligado ao setor está em alta, tanto as commodities quanto os alimentos
processados. Os setores de máquinas, equipamentos e automotivo também são representativos.
No ano
passado, o Paraná foi o sexto estado brasileiro que mais exportou e o quarto que
mais comprou de fora. Os produtos paranaenses foram vendidos para 212 países.
Entre eles, estão os da QualiNova, que fica em Pinhais e tem produtos de
alimentação inteligente, e os da Tribal Pepper, de molhos especiais e pimenta,
localizada em Guarapuava.
Da “sobrevivência” ao sucesso no
mercado externo
Atualmente,
70% do faturamento da Qualinova é resultado das exportações, mas nos primeiros
anos da empresa, como conta o CEO, Alisson Sato, o objetivo era apenas
sobreviver. “Foram muitos anos de aprendizado e baixo crescimento até
encontrarmos o melhor modelo de negócios. Hoje conseguimos expor nas maiores
feiras internacionais, competindo com produtos norte-americanos e europeus”.
A empresa
tem operações no Paraguai e Estados Unidos e, desde o ano passado, no Canadá,
com venda própria a partir da tecnologia. Os próximos passos, em fase de
regulação, são chegar a México, Filipinas e Bolívia. “Percebemos que exportar é
um dos melhores caminhos para crescermos e contribuirmos para o desenvolvimento
do Brasil”, acrescenta Alisson.
Foco no mundo desde cedo
A Tribal
Pepper foi criada em 2017 com foco no mercado externo, além de atender ao
território nacional. Os produtos, que inicialmente eram apenas de quatro tipos
já chegam a 30, e podem ser encontrados, além do Brasil, em lojas do Paraguai.
Em breve, chegarão aos Emirados Árabes.
Elodir
Klein, CEO da empresa, conta que conhecer outras culturas e mercados foi
fundamental para o sucesso e elaboração de cada lançamento e, para isso, o
apoio da Fiep fez diferença, pois ele foi a Portugal para estudo em uma missão
da instituição. “É muito importante ver na prática esses mercados e a federação
é muito parceira nisso”.
Apoio da Fiep para a
internacionalização
Para que as
empresas entendam os processos, o Sistema Fiep tem serviços de preparação para
exportação, além de cooperação internacional e parcerias institucionais para
estimular a internacionalização. Na preparação para exportar, tendência para as
indústrias que buscam ser mais competitivas e expandir seus negócios, as
ofertas de serviços vão desde capacitações a emissão de certificados.
“Participei
de vários treinamentos, que oportunizaram muito networking, rodadas de negócios
e missões internacionais. No ano passado, participei de uma missão
personalizada para Portugal, quando aprendemos sobre o mercado, a cultura e
recebemos consultoria para descobrir todos os requisitos para conseguirmos
exportar para a União Europeia”, comenta Alisson Sato, da Qualinova.
Confira o
que a Fiep oferece:
Capacitações:
prepara para o comércio exterior com diversos temas como por exemplo,
exportação passo a passo, formação de preço para exportar, entre outros;
Missões empresariais: oferece a
experiência internacional para empresas que buscam inovação, tendência e a
realização de negócios.
Estudos de mercado internacional customizados: oferece informações estratégicas de
mercados e contatos de importadores para a América Latina e Estados Unidos;
Encontros de negócios: aproxima compradores internacionais das indústrias
exportadoras do Paraná;
Eventos:
realiza seminários, workshops e webinars, além de oferecer informações de
mercado com possibilidade de network/negócios.
Prospecção de mercado internacional: informações de compradores e mercados qualificados;
Programas de internacionalização: preparação para exportar em todas as etapas;
Certificado de origem: a emissão do
certificado, documento para a exportação, é realizada pelo Sistema Fiep. É
necessário para os países com os quais o Brasil possui acordo comercial;
Cadastro das indústrias: oferece contatos qualificados, tanto para quem deseja
prospectar fornecedores quanto para quem precisa encontrar um possível cliente.
É mito que
só as grandes podem exportar
Ainda é
comum o pensamento de que só as grandes empresas podem exportar. A coordenadora
do Centro Internacional de Negócios da Fiep explica que as de qualquer porte,
inclusive MEI, podem atuar no mercado internacional, observando o volume, a
forma de exportação, além das regras do mercado-alvo.
“As empresas
menores exportam conforme a sua capacidade produtiva, por isso a importância de
estar preparada e de realizar um planejamento estratégico”, complementa.
Saiba mais
sobre o que o Sistema Fiep oferece para internacionalização de empresas aqui.
Fonte:
Sitema Fiep - g1/ Foto: Gelson Bampi