Publicado em: 29/03/2022
O mercado de
startups no Brasil segue batendo recordes e expandindo sua abrangência. De
acordo com a Associação Brasileira de Startups, de 2015 até 2019, o número de
empresas desse modelo saltou de uma média de 4.100 para 12.700, representando
um aumento de cerca de 207%. Atualmente, o número é de 14.065.
Além disso, o
perfil dos empreendedores do país está mudando: a vontade de abrir o próprio
negócio está surgindo mais cedo. É o que mostra um levantamento da empresa
HeroSpark, plataforma que auxilia empreendedores digitais, em que 24% dos
jovens das classes A, B e C, com até 30 anos, empreendem e 60% querem ter um
negócio próprio no futuro.
Foi por conta
dessa vontade de empreender que aos 28 anos, Ricardo Lerner fundou o Gasola,
uma startup que através de uma plataforma, conecta empresas que possuem frota a
postos de combustível, permitindo uma relação comercial direta, oferecendo
gestão e segurança na hora do abastecimento.
As startups
surgem, na maioria das vezes, como uma solução para desafios no mundo
empresarial. Seus principais atributos são a tecnologia e a inovação, em
conjunto, ambas são o diferencial que uma empresa neste estilo carrega. De
acordo com Ricardo, "é importante estar próximo das mudanças que os
cenários em constante transformação exigem. É necessário acompanhar as
necessidades, demandas e desenvolver soluções que agreguem de forma objetiva e
tragam facilidades para as empresas."
Apesar do
crescente índice de novas Startups no mercado, a vida útil delas ainda é um
desafio. Segundo um estudo do Núcleo de Inovação e Empreendedorismo da Fundação
Dom Cabral, pelo menos 25% das startups morrem em um período menor que 1 ano, e
50% morrem em um período menor do que 4 anos. Além disso, 70% delas faturam
menos de R$ 50 mil por ano. "Empreender é um cenário bem complexo... já vi
excelentes empreendedores com ótimos projetos que não deram certo. Acredito que
a qualidade/diversidade do time, o potencial do mercado e momento dele são os
principais fatores que impulsionam uma startup." pontua Ricardo.
Antes de surgir
a ideia de criação do Gasola, Ricardo trabalhava em uma grande empresa
brasileira que tinha seu próprio sistema de logística, foi a experiência desta
área que fez o CEO querer mudar de vida e empreender. "Começar um negócio
do zero não é fácil. Exige muita disciplina e resiliência. No início, a cada
cem pessoas que você entra em contato, apenas uma vai te dar atenção para entender
o modelo que está sendo criado", explica.
A ideia de criar
uma startup que solucione o principal gasto das transportadoras, e ao mesmo
tempo favoreça os postos, foi uma forma de agilizar os serviços para ambos os
lados, já que, de acordo com dados do Departamento de Custos Operacionais da
NTC&Logística - DECOPE, o diesel é hoje responsável por até 35% dos custos
operacionais do transporte.
"Optamos
por atuar nesse setor por perceber que o maior custo das transportadoras é o
combustível, sendo um problema que todos viviam e como também tínhamos muita
consciência do mercado, decidimos agilizar o desenvolvimento dessa solução.
Atualmente, nossa plataforma gera às transportadoras, um desconto médio de R$
0,22 por litro." comenta, Lerner.
Desde sua criação,
em janeiro de 2020, o Gasola já teve um crescimento de 500%. A empresa fechou
dezembro de 2021 transacionando R$ 275 milhões e tem como objetivo fechar 2022
com mais de 1 bilhão de reais transacionados ao longo do ano. Dentro da gestão
de combustíveis, a startup foi ocupando o lugar da concorrência e ganhando
espaço entre as principais formas de pagamento entre as transportadoras e os
postos.
"Sempre
levamos muito a sério o desenvolvimento conjunto com os nossos parceiros. Hoje,
atuamos em 700 postos espalhados pela Brasil, 175 transportadoras e
transacionamos cerca de R$ 30 milhões mensais em combustível, em todos os tipos
de veículo" finaliza, Ricardo.
Fonte: Bem
Paraná / Foto: Divulgação / Bem Paraná