Publicado em: 22/06/2023
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) teceu novas críticas à gestão
de Roberto Campos Neto à frente do Banco Central (BC), nesta quinta-feira
(22/6). Segundo o mandatário brasileiro, a decisão do Comitê de Política
Monetária (Copom) de manter a taxa de juros
em 13,75% é
“irracional”.
“Não se trata de o governo brigar com o Banco Central. Quem
está brigando com o Banco Central é a sociedade brasileira”, declarou Lula, em
coletiva de imprensa durante viagem à Itália. “É irracional o que está
acontecendo no Brasil.”
Nessa quarta-feira (21/6), o Copom decidiu manter a
taxa básica de juros do Brasil, a Selic, em 13,75%. O índice foi fixado nesse patamar
pela primeira vez em junho de 2022. Desde então, manteve-se em sete decisões do
Copom – a oitava, ocorreu na quarta.
O ciclo de aperto monetário executado pelo órgão do BC
começou em março de 2021, quando a taxa passou de 2% para 2,75% ao ano. Ou
seja, ele já dura dois anos e três meses.
Segundo o mandatário, o Senado Federal precisa cobrar de
Campos Neto o cumprimento de determinações da legislação que direciona o cargo.
“Tem que cuidar da inflação, do crescimento econômico e da
geração de empregos. Ele tem que ser cobrado. Quando o presidente indica o
presidente do BC, quem era cobrado, o presidente. Sinceramente, eu acho que
esse cidadão está jogando contra os interesses da economia brasileira”,
finalizou.
Viagem à Europa
O presidente Lula viaja nesta quinta (22/6) para a França
após visita breve à Itália, que, no entanto, contou com diversas de agendas.
Esta é a terceira viagem do
petista à Europa em cinco meses.
Em Paris, o presidente Lula deve participar da Cúpula para um
Novo Pacto Financeiro Global. Ele também deve discursar no evento do Power Our
Planet, no Campo de Marte, na capital francesa. O convite para participação
neste último encontro foi feito por Chris Martin, do Coldplay.
À noite, o mandatário brasileiro será recepcionado pelo
presidente da França, Emmanuel Macron, em jantar oferecido aos chefes de
delegação participantes da cúpula.
Fonte:
Metrópoles/ Foto: Ricardo Stuckert/Secom