Publicado em: 23/01/2023
“Se o peixe não morde a isca, arranje outra maneira de
pescar”! Nunca um ditado popular foi tão certeiro quanto esse, visto o atual
momento do agronegócio brasileiro. O produtor rural sempre navegou em um “mar
de incertezas”, então as crises não são nenhuma novidade neste setor.
“Quando não é a economia, é o clima, uma praga ou outra
coisa. O produtor rural aprendeu a ser forte e a acreditar. Não é só uma
questão de fé, mas também de analisar números e ver de fato o que está dando
certo”, avalia Ismael Golin, supervisor de vendas da Futurjet Pulverizadores.
“Sempre passamos por crise, e nunca deixamos de produzir mais, melhor e com
mais tecnologia”, reforça.
E os números para este ano realmente animam, não só o
empresário rural, mas também todos que dependem do campo para sobreviver. Após
um recuo considerável em 2022, o agronegócio voltará a crescer, sendo talvez o
único motor propulsor da economia este ano, segundo os especialistas de
mercado. Para termos uma ideia, o FGV-Ibre (Instituto Brasileiro de Economia,
da Fundação Getulio Vargas), calcula que o PIB do setor avançará 8% neste ano,
depois de encolher 2% em 2022. Se o número se confirmar, será o maior
crescimento do setor desde 2017, quando a alta foi de 14,2%.
Já o Santander, que esperava queda de 0,3% para este ano,
estima expansão de 7,5% em 2023. A safra esperada para este ano deve ser
recorde, o que justifica uma projeção otimista. Dados de prognóstico de
produção agrícola do IBGE apontam que a safra de grãos, cereais e leguminosas
deve alcançar 293,6 milhões de toneladas em 2023, o que significará uma alta de
11,8% em relação a 2022.
Tempo de
“plantar”
Se o cenário se mostra otimista, é com isso que Golin diz
que o mercado deve trabalhar e se posicionar. “O que vemos é que, mesmo em
tempo não tão bons, as indústrias e todo o setor se mobilizam para ajudar o
produtor, porque ele é a razão de tudo. As linhas de créditos melhoram e as
perspectivas também. Se a previsão é boa então, isso potencializará as ações,
sobretudo de crédito”, resume ele.
Fonte: O Presente Rural / Foto: Wenderson Araujo/Trilux