Publicado em: 28/02/2023
A previsão do mercado financeiro para o crescimento da
economia brasileira este ano subiu de 0,8% para 0,84%. A estimativa está no
boletim Focus desta segunda-feira, 27 de fevereiro, pesquisa divulgada
semanalmente pelo Banco Central (BC) com a projeção para os principais
indicadores econômicos.![]()
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Para o próximo ano, a expectativa para o Produto Interno
Bruto (PIB) – a soma de todos os bens e serviços produzidos no país – é de
crescimento de 1,5%, a mesma previsão há nove semanas seguidas. Em 2025 e 2026,
o mercado financeiro projeta expansão do PIB em 1,8% e 2%, respectivamente.
A previsão para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor
Amplo (IPCA), considerada a inflação oficial do país, variou para cima, de
5,89% para 5,9% neste ano. Para 2024, a estimativa de inflação ficou em 4,02%.
Para 2025 e 2026, as previsões são de 3,8% e 3,75%, respectivamente.
Para 2023 a previsão está acima do teto da meta de inflação
que deve ser perseguida pelo BC. Definida pelo Conselho Monetário Nacional
(CMN), a meta é 3,25% para este ano, com intervalo de tolerância de 1,5 ponto
percentual para cima ou para baixo. Ou seja, o limite inferior é de 1,75% e o
superior de 4,75%.
Da mesma forma, a projeção do mercado para a inflação de
2024 também está acima do centro da meta prevista, fixada em 3%, mas ainda
dentro dos intervalos de tolerância de 1,5 ponto percentual.
Em janeiro, puxado principalmente pelo aumento de preços de
alimentos e combustíveis, o IPCA ficou em 0,53%, segundo o Instituto Brasileiro
de Geografia e Estatística (IBGE).
Taxa de
juros
Para alcançar a meta de inflação, o Banco Central usa como
principal instrumento a taxa básica de juros, a Selic, definida em 13,75% ao
ano pelo Comitê de Política Monetária (Copom). A taxa está nesse nível desde
agosto do ano passado e é o maior nível desde janeiro de 2017, quando também
estava nesse patamar.
Com as projeções para a inflação acima das metas para 2023 e
2024, o BC prevê que os juros podem ficar altos por mais tempo que o previsto.
A autarquia não descarta a possibilidade de novas elevações caso a inflação não
convirja para o centro da meta definida pelo CMN, como o esperado, em meados de
2024.
Para o mercado financeiro, a expectativa é que a Selic
termine o ano em 12,75% ao ano. Para o fim de 2024, a estimativa é que a taxa
básica cai para 10% ao ano. E para 2025 e 2026, a previsão é Selic em 9% ao ano
e 8,5% ao ano, respectivamente.
Quando o Copom aumenta a taxa básica de juros, a finalidade
é conter a demanda aquecida, e isso causa reflexos nos preços porque os juros
mais altos encarecem o crédito e estimulam a poupança. Desse modo, taxas mais
altas também podem dificultar a expansão da economia. Além da Selic, os bancos
consideram outros fatores na hora de definir os juros cobrados dos
consumidores, como risco de inadimplência, lucro e despesas administrativas.
Quando o Copom diminui a Selic, a tendência é que o crédito
fique mais barato, com incentivo à produção e ao consumo, reduzindo o controle
sobre a inflação e estimulando a atividade econômica.
A expectativa para a cotação do dólar está em R$ 5,25 para o
final de 2023. Para o fim de 2024, a previsão é que a moeda americana fique em
R$ 5,30.
Fonte: Bem Paraná / Foto: Marcello Casal Jr/ABr