Publicado em: 13/01/2022
A ministra da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa),
Tereza Cristina, está no oeste do Paraná na manhã desta quinta-feira (13).
Acompanhada de sua comitiva do Mapa, tem um dia de trabalho de campo, com uma
vistoria em uma propriedade rural de Lindoeste para analisar os danos
provocados pela estiagem no oeste do Paraná, que em algumas localidades já
provocou perdas de 75% a 90% na produção de soja e 45% na produção de milho.
No final da manhã a ministra se reúne com autoridades locais
no Sindicato Rural de Cascavel. A ministra ouviu os relatos do secretário de
Agricultura e do Abastecimento (Seab), Norberto Ortigara, do diretor do
Departamento de Economia Rural da Seab e dos técnicos do núcleo regional da
Seab, do presidente da Federação da Agricultura do Paraná, Ágide Meneghette, do
Sindicato Rural de Cascavel e outras autoridades do agro.
Tereza Cristina iniciou no dia anterior um roteiro pelas áreas do Centro-Sul mais atingidas pela estiagem. Na quarta-feira pela manhã, ela esteve em Santo Ãngelo, no Rio Grande do Sul; e no período da tarde, em Chapecó, Santa Catarina. Técnicos do ministério, da Conab, da Embrapa e representantes do Banco Central, Banco do Brasil e do Ministério da Economia integram a comitiva.
Estiagem no Paraná
A estiagem prolongada que atinge o Paraná provocou perdas
mais acentuadas na região oeste do estado, conforme antecipou o Canal Rural no
final do ano passado.
Os municípios de Toledo e Medianeira também receberam nesta
quarta-feira (12) a comitiva de técnicos do Mapa, que percorre todo o Paraná
até esta sexta-feira (14). O objetivo do grupo é avaliar as perdas causadas
pela estiagem.
Desde o início da semana integrantes do Ministério e da
Conab estão percorrendo o estado, se reunindo com produtores e lideranças
rurais para compor um quadro da situação da agropecuária paranaense frente à
seca. Os dados sobre as perdas de produção e as possíveis soluções para mitigar
este problema serão levados à ministra Tereza Cristina.
Participaram deste encontro representantes da prefeitura de
Toledo, da Seab, da Faep, das cooperativas Coamo e Primato, além de produtores
e lideranças rurais.
Responsável pelo maior Valor Bruto de Produção (VBP)
Agropecuária do Estado, Toledo tem como carro-chefe da sua economia a produção
de proteínas, que foi severamente afetada pelas quebras ocorridas no campo, que
impactaram o custo da alimentação animal.
De acordo com a Seab, na regional de Toledo, que abrange 20
municípios, a quebra na produtividade da soja foi de 75% na média, colocando a
região como a mais afetada pela seca no Estado. Além do volume reduzido, o
clima prejudicou a qualidade dos grãos, o que impactará diretamente as cadeias
de aves, suínos, peixes e pecuária de leite.
Os números apresentados pela Seab vão ao encontro dos dados
levantados pela cooperativa Primato, apresentado na ocasião. De acordo com o
presidente da cooperativa, Anderson Sabadin, além das perdas de 75% na soja,
constatou-se perda de 45% na produtividade do milho. “A qualidade dos grãos
também preocupa, chegamos a devolver várias cargas por falta de qualidade”,
revelou ele. Segundo ele, além do preço e da qualidade, preocupa a
disponibilidade desses insumos. “A grande preocupação passa a ser se teremos
grãos, matéria prima para esmagar e manter o animal a campo”, avaliou.
Para o presidente do grupo de produtores Agrolíder, Almir
Dalposso, a quebra constatada na soja foi de 90% a 95%. “Os últimos plantios
praticamente não vão ter produção”, afirmou. Também o presidente do sindicato
rural de Assis Chateaubriand, Valdemar Melato, presente na reunião, relatou
perdas de 90% no seu município.
Medianeira
A segunda reunião ocorreu na sede da cooperativa Lar, localizada em Medianeira. Participaram do encontro representantes da Seab, do Sindiavipar, Fetaep, além de técnicos da Lar, do prefeito em exercício de Medianeira, Evandro Mees e dos presidentes dos sindicatos rurais de Medianeira, Ivonir Lodi e São Miguel do Iguaçu, José Carlos Colombari.
Fonte: Globo Rural