Publicado em: 04/01/2023
O ministro dos Transportes, Renan Filho, afirmou nesta
terça-feira, 3, que o novo governo assume o País com um significativo déficit
na infraestrutura de transporte e que será necessário, no curto prazo, um
esforço “tremendo” para recuperação da malha rodoviária e retomar obras
paralisadas por falta de recurso. “Estamos assumindo um país com significativo
déficit de infraestrutura de transporte. Ao mesmo tempo que construiremos,
estaremos consertando algo sempre”, disse, ao assumir o cargo, citando que
houve uma grande depreciação da infraestrutura rodoviária e ferroviária nos
últimos quatro anos.
E acrescentou: “No curto prazo, este ministério terá que
fazer um esforço tremendo de recuperação da malha rodoviária. Precisará retomar
todas as obras paradas por falta de recursos. Será necessário se debruçar sobre
contratos de estradas concedidas e ampliar a participação da iniciativa
privada.”
Segundo o ministro, as estradas brasileiras estão
sobrecarregadas e os investimentos são insuficientes. Ele citou que nos últimos
anos a pasta teve o menor nível de recursos disponível.
“A recuperação de toda a malha rodoviária demanda algo em
torno de R$ 100 bilhões em investimentos”, disse Renan Filho.
Ele citou que a situação atual também causa prejuízos e
perdas. “Gera desperdício de mais de R$ 4 bilhões anualmente só em consumo
excessivo de diesel.”
Apoio do
setor privado em programa de concessões
O ministro dos Transportes sinalizou que o novo governo
conta com o setor privado para dar o impulso necessário ao programa de
concessões. No seu primeiro discurso no comando da pasta, ele afirmou que
buscará ampliar a participação de ferrovias na matriz e falou na duplicação de
rodovias e construção de terceiras faixas, para aumentar a segurança nas vias.
“Investiremos com critério onde precisa ser investido e
contaremos com o setor privado para dar o impulso necessário ao programa de
concessões. Vamos modernizar a logística nacional, reduzindo custos e contribuindo
para o setor produtivo.”, disse Renan Filho, citando que os Estados com malha
mais depreciada terão mais atenção.
O ministro afirmou que manterá diálogo aberto com o
Congresso Nacional, com órgãos de controle, Judiciário e sociedade civil para
“garantir uma gestão pautada pela integridade, eficiência, transparência e
tecnicidade”. “O Ministério dos Transportes se guiará pelas melhores práticas
de Governança, pela preocupação com o aspecto social e pelo respeito ao meio
ambiente.”
Capacidade
de investimento, com sustentabilidade fiscal
Renan Filho destacou também que o Brasil precisa encontrar
capacidade de investimento, mas garantindo sustentabilidade fiscal. Ele disse
que o que o País enfrenta atualmente é semelhante ao que viveu em Alagoas,
Estado que governou por oito anos.
O ministro afirmou que, enquanto o Brasil tem 60% das
estradas com problemas graves, Alagoas tem quase 70% de estradas boas ou
ótimas.
Para isso, ele afirmou que foi necessário um ajuste fiscal,
que começou pela renegociação da dívida do Estado, o que permitiu a retomada da
capacidade de investimentos em áreas prioritárias.
“Foi necessário um profundo ajuste fiscal para recuperação
da capacidade de investimento do Estado”, disse. “O dilema do Brasil é
semelhante, encontrar capacidade de investimento garantindo sustentabilidade
fiscal”, acrescentou Renan Filho, citando confiança no trabalho da ministra do
Planejamento e Orçamento, Simone Tebet.
Fonte: Bem Paraná / Foto: Divulgação/iStock