Publicado em: 02/03/2022
Do Mar Negro,
palco do conflito surgido após a invasão da
Ucrânia pela Rússia, a Vladivostoque, incluindo o Mar Báltico, a costa
russa vai passar a ter a partir de hoje muito menos escalas de navios de carga.
A Mediterranean
Shipping Company (MSC), com sede na Suíça, e a rival dinamarquesa Maersk, os
dois maiores grupos mundiais de transporte de carga por via marítima,
anunciaram esta terça-feira que vão suspender temporariamente o envio de navios
de e para a Rússia, na sequência da imposição das sanções da União Europeia, Reino Unido, Suíça, EUA, Canadá e Japão a Moscovo.
O grupo MSC
(que é dono também da companhia de cruzeiros homónima) anunciou hoje, em
comunicação aos clientes citada pela Reuters, que a partir de 1 de Março
iniciou “uma paragem temporária de todas as reservas de carga de e para a
Rússia, cobrindo todas as áreas de acesso incluindo o Báltico, Mar Negro e
extremo Oriente da Rússia”.
“O MSC
continuará a aceitar e a selecionar reservas para entrega de bens essenciais,
tais como alimentos, equipamento médico e bens humanitários”, afirmou.
Em comunicação
separada, a Maersk, por seu turno, disse que suspenderia temporariamente todo o
transporte de contentores de e para a Rússia, acrescentando também que a suspensão,
que abrangia todos os portos russos, não incluiria alimentos, material médico e
humanitário.
“Como a
estabilidade e segurança das nossas operações já está a ser direta e indiretamente
afetada pelas sanções, novas reservas [de transporte] pela Maersk no oceano e
por terra, para e da Rússia, serão temporariamente suspensas”, disse a empresa
numa declaração. Já na quinta-feira, a companhia dinamarquesa tinha dito que
colocava a sua operação na Rússia sob análise, depois de ter avisado os clientes que deixaria de escalar os portos
ucranianos.
As duas
comunicações vão isolar ainda mais a Rússia em termos de escalas de navios de
carga – prejudicando importações e exportações de produtos para e da Rússia -
depois de já a alemã Hapag Lloyd e a Ocean Network Express (com sede em
Singapura) terem feito o mesmo entre o final da semana passada e esta
segunda-feira.
Fonte: Público
P / Foto: REUTERS/AJENG DINAR ULFIANA