Publicado em: 08/03/2022
por exemplo no setor da indústria. Na Votorantim Cimentos, o
crescimento no número total de mulheres no seu quadro geral de empregados foi
de 12,6% em 2021. Além disso, a empresa conta mulheres em 23,5% nos cargos de
líderes da companhia, sendo que a meta é atingir 30% no Brasil até 2030.
Na fábrica da empresa localizada
em Rio Branco do Sul, na região metropolitana de Curitiba, é possível ver esse
crescimento nas posições ocupadas por elas, e não só no administrativo, mas na
produção do cimento. Um exemplo é o projeto Ensacadeira Inclusiva que hoje
conta com quatro mulheres na operação, sendo duas delas também pessoas com
deficiência (PCD).
Na
escala de trabalho da operação das máquinas que ensacam o cimento estão Márcia
Cristina Jovinski da Silva (34 anos), Gedicleia Santos Nascimento dos Santos
(31 anos), Jamile Eduarda Gonçalves (20 anos) e Erica Paloma Faria do Santos
(27 anos).
Junto com o restante da equipe
elas cuidam de uma das etapas finais do processo de produção do produto, o que
significa que possuem uma grande responsabilidade no fluxo da fábrica ao
auxiliar no controle, atendimento e resolução de falhas no abastecimento e na estocagem.
Dentre
as atribuições estão a máquina ensacadeira (uma rotativa), abastecer magazine
que é onde são colocadas as sacarias para ir até a máquina, e ainda a
paletizadora – equipamento que coloca os sacos de cimento em paletes para
transporte.
PRODUÇÃO DE CIMENTO
Nascida
e criada em Itaperuçu (ao lado de Rio Branco do Sul), Jamile Gonçalves
idealizava trabalhar na empresa. Foi emancipada aos 17 para poder ser
professora de informática, mas quando surgiu o Programa de Estágio Técnico para
Mulheres da Votorantim Cimentos (em dezembro de 2019) não pensou duas vezes.
Durante
um ano trabalhou na área de manutenção preventiva enquanto fazia o curso de
eletromecânica no Senai em Rio Branco do Sul. Quando foi efetivada para
trabalhar como operadora de produção ela abriu as portas, sendo a primeira
mulher na área. Agora, Jamile pretende continuar se especializando na área de
elétrica com novos cursos de automação.
“Já
é um sonho realizado estar aqui, mas minha meta é maior, quero me aperfeiçoar
em elétrica e sinto que tenho todas as condições aqui na empresa. Quando entrei
foi um desafio, era tudo novo para mim e para eles, se adaptarem comigo na
rotina deles também. Mas deu certo, agora já somos quatro e mostramos que somos
capazes”, afirma Jamile.
ADAPTAÇÃO E SUPERAÇÃO
Quem
compartilha da mesma visão é Erica Santos que está no mesmo setor faz 10 meses.
“Tenho
uma deformidade na mão direita, mas levo uma vida normal, me adapto a tudo.
Posso ter a deficiência, mas não deixo de fazer o que quero por conta disso”, disse
ela que acaba de conquistar o sonho de dirigir.
Erica comprou um carro e, em
apenas três semanas de prática, já está indo trabalhar com ele. É uma liberdade
importante para uma mulher casada que tem outra jornada em casa com dois filhos
pequenos, e ainda estuda Pedagogia e não deixa de ir para academia e para o
salão cuidar dos longos cabelos.
A
vaidosa operadora está feliz por fazer parte da produção da Votorantim Cimentos
na sua cidade. Seu pai e seu irmão também trabalham na empresa e ela queria muito
fazer parte desse universo.
“Acredito
que fui contratada pela minha capacidade. Minha deficiência nunca me atrapalhou
para fazer nada, dou meu jeito para poder realizar. E todos ao redor estão
prontos para ajudar se preciso. É um trabalho em equipe na verdade, cada um tem
sua máquina, mas é de todos nós e nos ajudamos. Estou aprendendo bastante coisa
e conhecendo bastante gente. Não me sinto menos que ninguém e, por ser uma
pessoa aberta, me adapto fácil”, completa.
Fonte:
Paraná Portal / Foto: Divulgação