Publicado em: 27/04/2023
Dados
divulgados nesta quarta-feira (26) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e
Estatística (IBGE) apontam que o setor industrial do Paraná registrou um
aumento mensal de 0,4% em fevereiro em relação a janeiro deste ano. A variação
segue uma tendência contrária à registrada pela indústria nacional, que teve um
recuo de 0,2% no mesmo período.
O desempenho
da indústria paranaense também foi positivo em fevereiro quando comparado ao
mesmo mês de 2022, com um resultado 0,6% maior neste ano, ante uma queda em 12
dos 18 locais pesquisados, fazendo com que a média nacional registrasse uma
redução de 2,4% neste recorte.
As maiores
quedas sazonais entre os estados foram registradas no Rio Grande do Sul
(-13,3%), Mato Grosso (-13%) e Ceará (-11,4%), enquanto os maiores crescimentos
percentuais ocorreram no Amazonas (7,1%), Minas Gerais (6,7%) e Rio de Janeiro
(6,4%).
A produção
industrial estadual também ajudou o Paraná a fechar o primeiro bimestre de 2023
com um saldo acumulado positivo (0,1%), enquanto 11 dos 18 locais pesquisados
pelo instituto possuem índices negativos no ano. No acumulado dos dois meses, o
segmento recuou 1,1% no Brasil. As maiores expansões proporcionais deste ano
até o momento foram nas indústrias instaladas no Amazonas, com crescimento de
10%, Maranhão (9,2%) e Minas Gerais (8,5%), enquanto os piores desempenhos
aconteceram no Mato Groso (-13,8%), Rio Grande do Sul (-10,4%) e Bahia (-8,3%).
Outro
aspecto analisado pelo IBGE é o confronto do último trimestre de 2022 com o
primeiro bimestre deste ano, em que novamente o Estado demonstra um desempenho
descolado do País. Enquanto o resultado nacional passou de 0,6% para -1,1%, com
perdas mais acentuadas em Mato Grosso (de 1,0% para -13,8%), São Paulo (de 5,8%
para -3,3%) e Rio Grande do Sul (de -1,8% para -10,4%), o Paraná está entre os
estados que tiveram os principais avanços, passando de -10,8% para 0,1% neste
início de 2023.
Entre os
segmentos que ajudaram a alavancar o setor em todo o Estado está a fabricação
de produtos derivados do petróleo, com um crescimento mensal de 25% em
fevereiro comparado a fevereiro de 2022. Na sequência, também contribuíram com
o bom desempenho a fabricação de celulose e papel (21,1%), móveis (8,6%),
alimentos (3%), bebidas (0,6%) e a produtos de metal (0,4%).
SOBRE A
PESQUISA – A PIM Regional produz, desde a década de 1970, indicadores
relacionados ao comportamento da produção real das indústrias extrativas e de
transformação. O estudo traz, mensalmente, indicadores para 17 unidades da
federação cuja participação é de, no mínimo, 0,5% no total do valor da
transformação industrial nacional: Amazonas, Pará, Maranhão, Ceará, Rio Grande
do Norte, Pernambuco, Bahia, Minas Gerais, Espírito Santo, Rio de Janeiro, São
Paulo, Paraná, Santa Catarina, Rio Grande do Sul, Mato Grosso do Sul, Mato
Grosso e Goiás, além dos índices totais da Região Nordeste.
Os
resultados completos da pesquisa também podem ser consultados no site do IBGE, onde também é possível consultar o banco de dados utilizado pelo instituto.
Fonte:
Agência Estadual de Notícias do Estado do Paraná/ Foto: Gilson Abreu/ AEN-PR