Publicado em: 12/07/2022
A espera média
dos navios para o descarregamento de fertilizantes cresceu em alguns meses
deste ano em comparação com 2021, o que encareceu o produto. Em março e abril
do ano passado, as embarcações levavam entre sete e 11 dias para completar o
serviço em Paranaguá (PR), prazo que saltou para perto de 40 a 45 dias nesses
mesmos meses de 2022, indica um levantamento da StoneX. O trânsito no mar
também aumentou em Santos (SP) - a espera mais longa, de 38 dias, ocorreu em
março.
A partir de
maio, porém, o fluxo melhorou, e, no mês passado, o tempo de espera dos navios
nos portos já estava entre dez e 15 dias, segundo a consultoria. A
administração de Paranaguá informou que, entre embarcações que aguardavam para
descarregar e as que chegariam em alguns dias, 26 navios estavam na programação
no último dia 5 - há um ano, eram 21. A carga total chega perto de 700 mil
toneladas, e os armazéns operam no limite da capacidade.
Os problemas
com a demora dos navios na costa são reflexo de entraves em importantes
fornecedores. Além das sanções econômicas a Belarus, estabelecidas ainda em
2021, a guerra na Ucrânia, que começou em fevereiro deste ano, acentuou o temor
com a escassez de adubos, o que gerou uma corrida às compras que congestionou
chegadas ao litoral. Muitos agricultores encomendaram adubo mesmo depois de
terem tomado a decisão de usar menos insumos por causa do aumento de preços.
Às vésperas do
início da safra 2022/23, com plantio que começa em setembro, é possível que
outras filas se formem. “Há entregas ainda acontecendo e também a reposição dos
estoques de adubo para a safrinha [de milho, a partir do fim do ano]”, diz
Marcelo Mello, diretor de fertilizantes da StoneX.
Fonte: Portos e Navios / Foto: divulgação/Portos e Navios