Publicado em: 12/09/2022
Empresários do setor de transportes dizem que a nova regra
para a definição do frete no Brasil vai dar previsibilidade ao setor,
facilitando o cálculo dos custos de contratação e os ganhos dos caminhoneiros. A partir da
medida provisória aprovada pelo Congresso Nacional, a Agência
Nacional de Transportes Terrestres pode atualizar os valores mínimos
do frete rodoviário de cargas sempre que houver oscilação superior a 5% no
preço do óleo diesel no mercado nacional para mais ou para menos. Até então, o
reajuste da tabela ocorria apenas quando havia elevação de 10% ou a cada seis
meses. O presidente do sindicato das empresas de transporte de cargas de São
Paulo, Adriano Depentor, afirma que o novo gatilho permite uma negociação
prévia do frete, já considerando possíveis mudanças no valor. “Isso para o
carreteiro é excelente, porque baliza ele na hora da contratação pela empresa.
E também as empresas para com seus embarcadores. É um argumento técnico e de
fácil explicação, sem muita contestação”, diz.
Os sucessivos aumentos do preço do diesel provocados por
fatores internos e externos voltaram a gerar insatisfação entre os
caminhoneiros. Depentor reforça que a nova fórmula do cálculo do frete veio em
boa hora, já que o segmento sofre com as variações do câmbio e do preço do
diesel. “Embora cause um desgaste, um desconforto na hora de você estar sempre
repassando o frete para o embarcador, que normalmente tem um orçamento fechado,
mas em um momento desse, turbulento, de oscilações de preço de dólar, diesel,
preço do barril alterando significativamente por N motivos, já muito discutido,
guerra, pós-pandemia, toda essa estrutura, não deixa de ser, tecnicamente, uma
ferramenta muito boa”, defende. O último reajuste da tabela do frete ocorreu em
julho, com aumento médio de 0,87% a 1,96%, de acordo com o tipo de operação.
Fonte: Jovem Pan News / Foto: Divulgação