Publicado em: 22/09/2022
Após passar por um processo de atualização, o Plano Estadual
de Logística em Transporte – PELT 2035 ganhou uma nova versão. Elaborado em
conjunto por diversas entidades da sociedade civil, sob coordenação técnica do
Conselho Temático de Infraestrutura da Federação das Indústrias do Paraná
(Fiep), o PELT apresenta os projetos prioritários para que o Estado elimine
gargalos logísticos. Enquanto a edição anterior, lançada em 2016, trazia 97
projetos, a versão atual tem mais de 140 obras consideradas necessárias nos
diferentes modais.
As novas contribuições foram coletadas em sete reuniões
regionais realizadas em julho, que contaram, no total, com a participação de
mais de 440 pessoas. Nelas, foi detalhado o status das obras constantes no
PELT, sendo que dos 97 projetos, 24% foram concluídos no período. “Analisamos
todas essas obras e também o planejamento já feito pelos governos estadual e
federal em relação às demais obras. Levamos isso às reuniões e ouvimos as
pessoas para ter um olhar fino em relação às necessidades regionais”, explica o
gerente de Assuntos Estratégicos da Fiep, João Arthur Mohr. “Com isso, temos
agora mais de 140 obras que serão acompanhadas até a gente ter a execução de
todas elas”, completa.
As principais demandas continuam relacionadas a melhorias e
aumento de capacidade da malha rodoviária do Paraná. Boa parte das obras
necessárias estão contempladas no novo modelo de pedágios, que deverá começar a
ser licitado ainda neste ano. Porém, outras intervenções ainda não previstas
nas concessões foram solicitadas pelas lideranças regionais. Como, por exemplo,
a duplicação da BR 376, no trecho entre Paranavaí e a divisa com o Mato Grosso
do Sul, passando por Nova Londrina. Ou, então, a construção de novos contornos
rodoviários em Cascavel e Londrina.
No caso das ferrovias, as principais demandas estão
relacionadas ao projeto da Nova Ferroeste, traçado que ligará o Mato Grosso do
Sul ao litoral do Paraná, que também deve ser licitado em breve. As
necessidades apontadas pela sociedade para os modais aeroviário e portuário,
além de dutovias e infovias, também seguem como destaques do plano.
Novidades
A nova versão do PELT 2035 apresenta alguns itens até então
não abordados no plano. Um deles é a navegação de cabotagem, o transporte
marítimo entre portos brasileiros, que surge como opção ao transporte
rodoviário para mercados mais distantes do país. “O PELT, nesta atualização,
faz uma menção especial para que a gente possa desenvolver no Paraná um
ambiente mais competitivo para a cabotagem”, explica Mohr.
Outra novidade é a questão da mobilidade urbana. “Estamos
incentivando as regiões metropolitanas para que trabalhem nisso, com as cidades
pensando em conjunto a mobilidade urbana”, diz o gerente da Fiep. “Se você
tiver uma mobilidade urbana boa, um trabalhador vai conseguir chegar mais
rapidamente a seu trabalho, o que ajuda em sua produtividade e qualidade de
vida”, acrescenta.
Plano de
Estado
A nova versão do PELT 2035 já está sendo entregue a
candidatos que concorrem nas eleições deste ano. Após o pleito, será entregue
também a todos os eleitos, para que possam contribuir com os esforços para
execução dos projetos. “O PELT é um plano de Estado, não de governo. Ele tem
uma visão de longo prazo que vence a troca de governos a cada quatro anos, por
isso pedimos que, independente de quem sejam nossos representantes no poder
público, o plano seja executado”, conclui Mohr.
Fonte: Gazeta do Povo / Foto: Gelson Bampi/Sistema Fiep